Blog do Fernando Rodrigues

Arquivo : Carlos Cachoeira

Além de Demóstenes, Congresso teve mais 25 escândalos em 2012
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Fernando Rodrigues

Desde 2009, Câmara e Senado somam 255 casos de desvio de conduta ou suspeita de irregularidades

O Congresso é palco de muitos escândalos. Em 2012 já foram 26, segundo dados da página “Escândalos no Congresso”, mantida por este Blog desde 2009.

A lista de 2012 já inclui o caso Cachoeira, que envolve o nome de diversos políticos. Ontem (11.jul.2012) ocorreu a cassação do mandato do senador goiano Demóstenes Torres (sem partido) acusado de ter conexões impróprias com empresário Carlos Augusto Ramos, o Cachoeira, preso pela Polícia Federal suspeito de integrar um esquema de corrupção.

A página “Escândalos no Congresso” monitora os casos de desvio de conduta e de suspeita de irregularidades relacionados ao Congresso divulgados pelos principais veículos de mídia. Para cada escândalo é dado o resumo da história, o “outro lado” (explicações dos acusados publicadas nas reportagens) e “o que aconteceu” (desdobramentos tornados públicos).

No primeiro ano do levantamento, foram registrados 93 escândalos. Em 2010, ano eleitoral em que o Congresso ficou esvaziado, a contagem caiu: 42 casos. Em 2011, primeiro ano da atual legislatura, foram 94. Com os 26 deste ano, são 255 escândalos desde o início do monitoramento.

Histórico
Uma das primeiras histórias registradas pelo Monitor de Escândalos, em fevereiro de 2009, é a de Edmar Moreira, apelidado de “Deputado do Castelo”. Moreira colocou à venda um castelo localizado em Minas Gerais, levantando indícios de que havia ocultado o valor real de seus bens da Justiça Eleitoral. Ele não perdeu o mandato, mas não se reelegeu nas eleições de 2010.

Também estão no Monitor casos ligados à “farra aérea” e aos “atos secretos”, ambos de 2009. Outro caso notório é o do deputado Pedro Novais, que pagou motel com dinheiro da Câmara em 2010. Na época de divulgação do fato, ele tinha sido convidado por Dilma para ser ministro do Turismo. A presidente eleita manteve o convite, mas em 2011, novas acusações contra Novais o derrubaram do Ministério.

 

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Advogado recomenda a Cachoeira que fique calado
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Fernando Rodrigues

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, advogado de Carlos Cachoeira, recomendará ao cliente que entre mudo e saia calado da CPI no depoimento desta 3a feira (22.maio.2012).

“A dúvida é se ele vai me atender”, disse Thomaz Bastos a um interlocutor logo depois que soube que o Supremo Tribunal Federal não havia permitido um novo depoimento de Cachoeira.

A estratégia de Thomaz Bastos é preservar seu cliente para um julgamento que Cachoeira enfrentará no dia 30 deste mês. Para o advogado, é na Justiça que seu cliente deve apresentar sua versão para os fatos.

O ex-ministro da Justiça considera um risco se Cachoeira falar muito à CPI, pois poderia ser usado de maneira negativa no julgamento do dia 30.

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Demóstenes ajudou a proteger dono da Delta
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Fernando Rodrigues

A CPI do Cachoeira não quer convocar o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, alegando que não há razão para investigar a empresa fora dos limites da região Centro-Oeste.

Mas há indícios nas ligações telefônicas em posse da CPI que Carlinhos Cachoeira se interessava em proteger Cavendish. Até porque em uma das conversas em maio de 2011 de Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (à época do DEM de Goiás) o assunto é como fazer para que o dono da Delta não fosse convocado.

A data de um dos telefonemas é 8 de maio de 2011.

Cachoeira pergunta a Demóstenes: “Viu a matéria da Delta, aí?”.

Tratava-se de uma reportagem da revista “Veja” sobre o fato de a Delta ter contratados os serviços de consultoria de José Dirceu, ex-deputado federal, do PT de São Paulo.

Ao que Demóstenes responde: “Estou te ligando por isso”. Diz que fará um pedido para Cavendish ir ao Senado falar, “mas requerimento é convite, o cara pode recusar”. Ou seja, era apenas um jogo de cena.

Demóstenes então faz uma sugestão de estratégia para o dono da Delta: “…Talvez o Fernando [Cavendish] se antecipasse soltando a nota dizendo que isso é mentira, que é um problema empresarial, que nunca teve isso e tal, tal… e pula fora”.

Resumo: Cavendish não teve de depor no Senado. Agora, a história está se repetindo, apesar dos indícios que demonstram haver muitos interesses entre Cachoeira e o dono da Delta.

Abaixo, transcrições dos telefonemas a respeito de Cavendish em conversas de Cachoeira:

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