Blog do Fernando Rodrigues

Arquivo : outubro 2012

Democracia seria mais justa com cláusula de desempenho
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Fernando Rodrigues

Regra foi apelidada, erroneamente, de “cláusula de barreira”…

…STF derrubou a regra em 2006.

Leia análise do Blog:

A fragmentação partidária no país é um caso para estudo. Como podem os dois partidos que elegem presidentes sucessivos desde 1994 não ter pelo menos 5% dos votos para prefeito em todos os Estados em 2012?

O PT teve menos de 5% dos votos para prefeito em Alagoas, no Amazonas e em Roraima. O PSDB ficou abaixo desse percentual no Amapá, na Bahia, no Ceará, no Mato Grosso, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte e em Sergipe. O Blog publicou o número de votos obtidos por todos os partidos na eleição de 2012 em outro post: nenhum atingiu 5% nos 26 Estados.

Essa situação vai se manter “ad infinitum” exceto se o sistema de premiação dos partidos não for alterado com uma cláusula de desempenho.

A cláusula de desempenho, apelidada (equivocadamente) de “cláusula de barreira”, foi aprovada no Brasil em 1995. Era uma lei dura, mas dava (com justiça) uma década para os partidos se adaptarem. Valeria só a partir da eleição de 2006.

A regra estabelecia que os partidos só teriam amplo acesso ao Fundo Partidário e pleno funcionamento no Congresso (com estruturas para suas Lideranças) se obtivessem, ao menos, 5% dos votos para deputado federal no Brasil e 2% destes votos em, no mínimo, 9 Unidades da Federação.

Em 2006, partidos que dificilmente teriam esse resultado conseguiram que o STF considerasse a regra inconstitucional. O dispositivo foi derrubado. Foi uma página triste da história política brasileira. Ministros do STF acharam que a cláusula iria decretar a morte de algumas agremiações. Por essa razão, a norma estaria ferindo o princípio de livre associação política.

Foi uma decisão apaixonada do STF. E foi um equívoco, pois a cláusula não falava em fechar partidos, mas apenas em tratá-los de acordo com os votos que recebessem nas urnas.

O fato é que, agora, para que exista uma cláusula de desempenho no Brasil será necessário que a medida seja instituída por meio de uma emenda constitucional –ou seja, a chance é perto de zero.

Em 2006, fizeram carga contra a cláusula no Supremo vários partidos pequenos. Entre outros, estavam contra o dispositivo o PPS, o PC do B e o hoje “quase grande” PSB. A “Folha” registrou a sessão do STF no dia do julgamento (7.dez.2006).

É importante registrar sempre que a cláusula apenas tenta ordenar melhor o sistema partidário e nenhum será barrado –daí o erro de chamá-la de “cláusula de barreira”. O dispositivo existe em alguns países –a Alemanha, por exemplo. No caso brasileiro, não era para barrar, mas para medir o desempenho de cada um e dar um tratamento de acordo com o desejo dos eleitores.

História
A situação atual nasceu na volta do país para o sistema democrático, no início dos anos 80. Como a ditadura militar (1964-1985) havia dizimado os partidos, decidiu-se (acertadamente) facilitar a criação de novas siglas.

As regras eram lenientes para que, como talvez dissesse Mao Tsé Tung, florescessem as mil flores. Foi o que ocorreu. Hoje o Brasil tem 30 partidos, mas mais de 80 já foram abertos. O número hoje é 30 porque muitos foram fechados ou se fundiram com outras legendas.

É positivo que existam todos esses partidos. Seria bom se houvesse até muito mais. O que produz uma situação anômala não é o número de agremiações políticas, mas sim a continuação das regras facilitadas depois de 30 anos. Depois de todos esses anos, está claro que os que não tiveram competência (e votos) não merecem continuar recebendo tratamento privilegiado.

A regra atual é antidemocrática. Dá a várias siglas sem apoio da sociedade acesso a algo que é pago com o dinheiro de todos os brasileiros.

Tome-se o caso do PRTB, de Levy Fidelix. Foi criado em 28 de março de 1995. Tem pouquíssimo apoio dos eleitores. Na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Fidelix foi candidato e defendeu (como sempre) a implantação de um aerotrem em São Paulo. Recebeu 19.800 votos (0,32%).

Ainda assim, pela lei atual, o PRTB de Levy Fidelix tem o direito de aparecer na TV a cada 6 meses em rede nacional. Transmite também mais vários minutos divididos em propagandas de 30 segundos em rede nacional. Tudo isso é também replicado em nível estadual. Ou seja, o PRTB difunde também o aerotrem separadamente em redes estaduais de TV a cada seis meses.

E quem paga isso? Os brasileiros e o dinheiro de seus impostos. É que as emissoras de TV são autorizadas a abater do imposto devido uma parte (considerável) do que deixam de faturar ao transmitir as propagandas partidárias.

Outro dado alarmante: o PRTB já recebeu neste ano de 2012 a bagatela de R$ 1,261 milhão do Fundo Partidário –um dinheiro estatal que todos os partidos recebem e é pago com os impostos dos contribuintes brasileiros.

Uma ressalva: este Blog defende 100% o direito do PRTB e de outros nanicos existirem. Que floresçam as mil flores. Mas não tem cabimento um partido que foi fundado em 1995 e nunca teve apoio popular continuar a receber dinheiro público na proporção que recebe o PRTB.

Aí é que entraria a cláusula de desempenho: o partido que não ultrapassar um determinado limite de votos em todo o país (e outro limite em um número mínimo de Estados) teria de ficar com acesso limitadíssimo à TV –digamos, um minuto por ano e só. E muito menos dinheiro do Fundo Partidário –talvez o suficiente para contratar um funcionário.

O que aconteceria com a cláusula? A democracia ficaria mais justa no Brasil. Os eleitores teriam à sua frente com bastante visibilidade apenas os partidos que de fato conseguem votos em nível nacional.

A cláusula, se um dia for adotada, também pode (e deve) servir para determinar quem deve obrigatoriamente ser convidado para debates eleitorais em TV. Pouparia os eleitores do espetáculo tragicômico de assistir a um trem fantasma de políticos sem expressão ao lado dos que de fato vão dirigir a cidade, o Estado ou o país.

A cláusula poderá oferecer um quadro com mais clareza aos eleitores. Ficará mais fácil entender quem de fato está no jogo.

Pode ser divertido assistir a malucos nos horários eleitoral e partidário fazendo propostas sem pé nem cabeça. Mas quem paga a conta são todos os brasileiros.

E quem tem depois de cooptar no varejo os votos de deputados e vereadores desses nanicos são os que chegam ao poder, às vezes em tenebrosas transações.

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Poder e política na semana – 29 a 2.out.2012
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Fernando Rodrigues

A semana será dominada pela repercussão dos resultados do 2º turno para escolha de prefeitos em 50 cidades e pela volta dos políticos a Brasília.

Os candidatos vitoriosos deverão fazer reuniões com os líderes de seus partidos e aliados. O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), por exemplo, irá a Brasília na manhã de 2ª feira (29.out.2012) para se encontrar com a presidente Dilma Rousseff.

Com o fim da disputa pelas prefeituras, a agenda política começa a se renovar com as seguintes discussões: 1) eleição de 2014; 2) eleição para presidentes da Câmara e do Senado em fevereiro de 2012; 3) substituição de ministros e de líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso.

Em Brasília, a disputa por 2014 se exprime numa nova crise no governo de Agnelo Queiroz (PT). Os senadores Rollemberg (PSB-DF) e Cristovam Buarque (PDT-DF) querem investigação sobre um compromisso firmado pelo petista, sem licitação, para que uma empresa de Cingapura faça o planejamento econômico de Brasília. Rollemberg é possível adversário de Agnelo na próxima eleição. Cristovam tem o apoio de setores de seu partido para tentar, mais uma vez, a Presidência.

Com o feriado de Finados na 6ª feira (2.nov.2012), Brasília e o Congresso terão movimentação só até 5ª feira de manhã. E olhe lá.

A presidente Dilma Rousseff divulgou um só compromisso para 2ª feira (29.out.2012), uma reunião com o ministro Guido Mantega (Fazenda). Guido, aliás, é sempre citado em Brasília como um possível ministro a ser substituído na Esplanada.

O julgamento do mensalão está suspenso nesta semana. Por quê? Porque o relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, estará na Alemanha para um tratamento de saúde. Ele sofre de dores crônicas nas costas.

Na 3ª feira (30.out.2012), a CPI do Cachoeira terá uma reunião para decidir sobre o prazo que terá a mais para concluir seus trabalhos. Inicialmente, o término estava marcado para 4.nov.2012.

Na 4ª feira (31.out.2012), o ministro Aldo Rebelo (Esporte) assinará contrato com o governo argentino para que os vizinhos façam trabalho voluntário na Copa de 2014 recebendo ajuda de custo do Brasil.

Na 6ª feira (2.nov.2012), o padre Marcelo Rossi, que apareceu muito durante a campanha para prefeito de São Paulo, vai inaugurar sua nova igreja, na Zona Sul paulistana.

A seguir, o drive político da semana:

 

Segunda (29.out.2012)
Dilma e Haddad – presidente receberá seu ex-ministro da Educação, agora prefeito eleito de São Paulo. Ele afirma que irá agradecer o empenho de Dilma em sua campanha.

Dilma e a economia – presidente terá reunião com o ministro Guido Mantega (Fazenda) às 11h.

Índios Guarani-Kaiowá – senador Paulo Paim (PT-RS) quer levar questão da expulsão dos índios de suas terras no Mato Grosso do Sul à reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado. Começará às 9h.

Joaquim Barbosa na Alemanha – relator do mensalão fará tratamento de saúde e voltará para o Brasil no sábado (3.nov.2012).

Mensalão – com Barbosa fora, o julgamento ficará suspenso até 7 de novembro, quando o Supremo retomará as sessões para estipular as penas dos condenados.

Quem é quem no mensalão – para saber mais sobre o caso, acesse página do UOL com perfil dos réus do mensalão. E também a página da “Folha” sobre o caso.

Agnelo encrencado – os senadores Rollemberg (PSB-DF) e Cristovam Buarque (PDT-DF) pedirão que o governador do Distrito Federal seja investigado pelo Tribunal de Contas local. O petista assinou, sem licitação, compromisso para que uma empresa de Cingapura faça o planejamento econômico da capital. O site do PSB publicou texto criticando Agnelo.

EBC na web – Empresa Brasil de Comunicação lançará portal para reunir seu conteúdo de texto, TV e rádio. A partir das 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.

Comissão de Ética – órgão da Presidência que engavetou investigação sobre o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) na última semana tem reunião marcada para esta 2ª feira. A data está no site da Comissão.

Furacão em Nova York – cidade americana está em estado de emergência. Deverá ser atingida pelo furacão Sandy na noite desta 2ª feira. O governo Obama estima que 50 milhões de pessoas serão atingidas pela passagem do furacão pelo país.

Indústria – FGV divulga sondagem sobre o setor.

 

Terça (30.out.2012)
CPI do Cachoeira – comissão se reunirá para decidir sobre sua prorrogação. A polêmica entre os partidos é sobre a duração do tempo extra, que pode durar até 180 dias.

Trem-bala – Comissão Mista do Congresso que analisa a MP 576, que cria a Empresa de Planejamento e Logística, fará audiência pública às 14h. Deverá participar o presidente da empresa, Bernardo Figueiredo.

Guerra fiscal – comissão de especialistas instituída pelo Senado deverá entregar seu relatório com propostas de mudanças no pacto federativo. Entre os temas tratados pelo grupo, presidido pelo ex-ministro Nelson Jobim, estão Fundo de Participação dos Estados (FPE), distribuição dos royalties do petróleo e dívidas dos Estados.

Marta no Senado – afastada do cargo de senadora para ser ministra da Cultura, a petista voltará à Casa para falar, às 10h, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte sobre suas diretrizes para a pasta.

Inflação – FGV divulga IGP-M.

 

Quarta (31.out.2012)
Aldo e a Argentina – ministro do Esporte assinará contrato com o governo vizinho para que argentinos sejam voluntários na Copa de 2014 recebendo ajuda de custo paga pelo Brasil.

Emprego e desemprego – Dieese publica estudo sobre o assunto.

Serviços – FGV publica sondagem sobre o setor.

Inflação – IBGE divulga Índice de Preços ao Produtor de Indústrias de Transformação.

 

Quinta (1º.nov.2012)
Indústria – IBGE divulga dados sobre a produção nacional do setor.

 

Sexta (2.nov.2012)
Padre Marcelo – no feriado de Finados, o religioso vai inaugurar sua nova igreja na Zona Sul de São Paulo.

Feriados brasileiros – Brasil tem 8 feriados nacionais, mas número de dias parados varia. O Blog já publicou post sobre essa confusão.

Apuração – com o sistema eletrônico, o resultado da eleição é conhecido no mesmo dia da votação. Mas o calendário eleitoral ainda dá até esta 6ª feira para que a Justiça Eleitoral encerre a apuração e divulgue o resultado provisório do 2º turno.

 

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2012 teve 13 viradas no 2º turno
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Fernando Rodrigues

Este é o ano com o maior número de reviravoltas entre 1ª e 2ª votação…

…pesquisas indicaram chance de reviravolta em 22 cidades.

Das 50 cidades que fizeram 2º turno de suas eleições para prefeito neste domingo (28.out.2012), 13 elegeram o candidato que havia ficado em segundo lugar no 1º turno. Trata-se de um recorde de viradas. Até agora, o máximo de inversões de resultado registradas em eleições para prefeito foi 12, em 2004. Em 1996, foram 7 viradas. Em 2000, 6. E em 2008, 5.

Neste ano também houve 6 viradas significativas –aquelas em que o vitorioso recuperou uma diferença de mais de 5 pontos percentuais que o separavam do adversário no resultado do 1º turno. Essa quantidade também havia sido registrada em 2004. Em 1996, foram 5. Em 2000 e em 2008, 4 para cada ano.

O candidato que conseguiu a recuperação mais expressiva neste domingo (28.out.2012) foi Alexandre Kireeff (PSD), em Londrina (PR). Ele terminou o 1º turno com 25,3% dos votos válidos contra 45,4%  de seu adversário, Marcelo Belinati (PP) –diferença de 20,1 pontos percentuais. No segundo turno, ficou 1,1 ponto à frente e venceu.

Entre os partidos, o que mais inverteu resultados foi o PT (3 viradas), seguido por PMDB e PDT (2 viradas cada um) e PP, PSC, PSD, PV, PTC e PSOL (1 cada).

O quadro abaixo mostra os resultados do 2º turno nas cidades que tiveram mudança das posições dos candidatos em relação ao resultado do 1º turno. Clique na imagem para ampliá-la.

O Blog já publicou levantamento sobre o histórico de viradas em eleições municipais. Nas 135 disputas em segundo turno que ocorreram de 1996 a 2008, só 30 terminaram com vitória de quem havia ficado atrás no 1º turno. Com os 50 segundos turnos e as 13 viradas de 2012, esse dado passa a 185 segundos turnos com 43 viradas.

Pesquisas
Levantamento publicado pelo Blog no sábado (27.out.2012), véspera do 2º turno, mostrou que as pesquisas apontavam chance de virada em 22 das 50 votações. Em 8 delas, a virada era dada como certa, porque o candidato que havia terminado o 1º turno em 2º lugar era líder isolado. Em outras 14, havia empate técnico entre os concorrentes.

Nas 8 cidades que tinham líderes isolados, a virada ocorreu em 7. Deste grupo, só Ponta Grossa (PR) não teve reviravolta. As outras tiveram: São Paulo (SP), Belém (PA), Curitiba (PR), Porto Velho (RO), Diadema (SP), Montes Claros (MG) e Petrópolis (RJ).

Nas outras 14 cidades, só Fortaleza (CE), Macapá (AP), Londrina (PR) e Sorocaba (SP) terminaram, de fato, com uma virada. As outras 10 cidades, não. São Gonçalo (RJ) e Joinville (SC) tiveram a inversão de posições, mas as pesquisas não mostravam essa possibilidade.

A tabela abaixo mostra as pesquisas usadas pelo Blog no post de sábado e aponta quais, realmente, tiveram virada. Clique na imagem para ampliá-la.

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PMDB é o partido que mais elegeu prefeitos em 2012
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Fernando Rodrigues

Apesar disso, PT foi a sigla que mais recebeu votos em todo o Brasil.

Terminada a apuração do 2º turno das eleições municipais neste domingo (28.out.2012), o PMDB é o partido que mais elegeu prefeitos em 2012. De acordo com os resultados do 1º turno e do 2º turno divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), peemedebistas conquistaram 1.024 das 5.568 prefeituras em disputa (18,4% do total). Em seguida aparecem PSDB (702, 12,6% do total), PT (635, 11,4%), PSD (497, 8,9%), PP (469, 8,42%) e PSB (442, 7,9%).

Apesar deste resultado, o partido que mais recebeu votos para prefeito no país foi o PT. A comparação entre as votações dos partidos no 1º turno mostra que petistas tiveram 17.263.259 votos, contra 16.716.079 do PMDB e 13.950.804 do PSDB. No 2º turno, petistas tiveram mais 4.616.878 votos. Os peemedebistas, 814.048. E tucanos, 1.982.441.

Esta é a segunda vez que o PT aparece como líder de votos recebidos para prefeitos no país. A primeira vez havia sido em 2004. Em 1996 (primeiro ano para o qual há dados confiáveis sobre votação) e em 2000, o campeão foi o PSDB. Em 2008, o PMDB.

Os dados ainda são preliminares porque serão modificados ao longo dos próximos meses. Alguns candidatos conseguirão na Justiça o direito de assumirem os mandatos de prefeito e seus adversários terão que deixar os cargos. Urnas também serão invalidadas e os votos que contêm, cancelados. Por esses motivos, o número de votos e a quantidade de prefeitos por partido poderá oscilar durante algum tempo.

O quadro abaixo compara os resultados dos partidos nas eleições para prefeito desde 1996. Mais abaixo, análise sobre esses dados. Clique na imagem para ampliá-la.

Tendências
Quando comparados com resultados das eleições anteriores, os deste ano mostram que:

1) PT: a legenda é a grande vencedora da eleição por causa da vitória obtida em São Paulo. O partido elegeu 635 prefeitos (77 a mais que os 558 de 2008) e foi o campeão de votos no país. Não se confirmou a hipótese de o PT ser empurrado para os grotões do país, pois a legenda foi a que mais elegeu prefeitos no grupo das 85 maiores cidades brasileiras (16 contra 15 do PSDB, 11 do PSB e 10 do PMDB).

Outro registro importante: desde a sua fundação, o PT é único partido brasileiro que a cada eleição para prefeitos e vereadores sempre elege mais do que no pleito anterior;

2) PMDB: embora saia da eleição ainda como a maior legenda em número de prefeitos e de vereadores, há sinais alarmantes para o partido. De novo, o PMDB viu seu número final de eleitos ser menor do que na eleição passada (desta vez foram 1.024 eleitos contra 1.201 de 2008, 177 a menos, de acordo com os resultados preliminares da eleição).

As grandes estrelas do PMDB não são propriamente do establishment partidário: o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes. Tanto Cabral como Paes são vistos com ressalvas pela cúpula peemedebista.

O único ponto positivo para o PMDB talvez seja o desempenho de Gabriel Chalita na disputa pela eleição de prefeito de São Paulo. Embora tenha ficado apenas em 4º lugar, ele teve mais de um milhão de votos, unificou um pouco a agremiação em São Paulo e deu uma possível cara nova para o PMDB;

3) PSDB: principal legenda de oposição no Brasil, perdeu novamente prefeitos no cômputo geral. A maior derrota foi em São Paulo, cidade na qual José Serra teve menos votos no 1º turno de 2012 do que no de 2010, quando disputava a Presidência da República. O partido tucano está em crise.

Mesmo o nome mais cotado do PSDB para ser candidato a presidente em 2014, Aécio Neves, não se saiu muito bem em seu próprio Estado, Minas Gerais. Conforme publicou o Blog, Aécio conseguiu neste ano eleger menos prefeitos do PSDB do que em 2008 nas principais cidades mineiras.

O ponto positivo para o PSDB foi a aproximação estratégica com o PSB, partido que pode fazer a diferença em 2014 nas alianças para disputas estaduais e para o Planalto;

4) DEM: o partido só definha. Perdeu uma enormidade de prefeitos neste ano em comparação com os eleitos de 2008: 218 cidades a menos, segundo os resultados preliminares de 2012. Quando se trata de número de votos para prefeito, a queda foi de 4,7 milhões de votos quando comparados os primeiros turnos de 2008 e o deste ano.

O único alento para o DEM foi a eleição de ACM Neto em Salvador. Ao vencer o candidato do PT, Nelson Pelegrino, a legenda ganha a terceira maior cidade do Brasil em número de eleitores. É um oxigênio para o DEM tentar sair da crise em que se encontra;

5) PSB: ao lado do PT, foi a única sigla de relevância que ganhou em número de prefeitos e de votos totais recebidos no país: 132 prefeitos a mais e 2,9 milhões de votos a mais, de acordo com o resultado preliminar da eleição. No G85, o PSB tem atualmente 5 prefeitos e terá 11 a partir de 2013, segundo registrado em outro post deste Blog.

Mas muitas vitórias não são propriamente de Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB. O partido fez alianças estratégicas pelo país e é muito fragmentado. Ainda não conseguiu ter uma militância real no Sul e no Sudeste –esse será o maior desafio de Campos se desejar, de fato, alçar voos mais altos em eleições futuras;

6) O PSD: criado em 2011 por Gilberto Kassab, teve votação em 2012 comparável a obtida por partidos grandes nas últimas eleições. Neste ano, o número de votos do PSD foi próximo ao do PDT e do PP e superior ao do DEM. Em número de prefeitos, o partido ficou entre os 5 que mais elegeram (fez 497 prefeitos).

O quadro abaixo compara os resultados de 2008 com os de hoje, ainda preliminares:

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PT e PSDB ficam com 31 das 85 maiores prefeituras
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Fernando Rodrigues

Petistas elegeram 16 prefeitos; tucanos, 15…

…PT governará eleitorado 2,3 vezes maior que o PSDB nos grandes centros.

Com o resultado do 2º turno divulgado neste domingo (28) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT é o partido que mais venceu disputas no grupo das 85 maiores cidades do país –o “G85”, que reúne as 26 capitais e as 59 cidades do interior com mais de 200 mil eleitores. Ao todo, petistas elegeram 16 prefeitos nessas cidades. Tucanos, 15. O PSB elegeu 11 e o PMDB, 10.

Com a 2008, mais partidos elegeram prefeitos no G85. Na última eleição só 11 siglas conseguiram ter prefeitos no grupo dos grandes municípios. Desta vez, foram 16.

Outra mudança é o crescimento do PSB, presidido por Eduardo Campos, governador de Pernambuco e potencial candidato a presidente da República em 2014. Entre as grandes legendas, esta foi a que mais cresceu: fez 6 prefeitos a mais que em 2008 (passou de 5 para 11 eleitos). O PSDB teve pequeno crescimento, de 13 para 15. Já o PT diminuiu de 22 para 16. E o PMDB caiu de 19 para 10.

Eleitorado
A vitória sempre mais desejada é na cidade de São Paulo, a maior do país, com 8.619.170 eleitores. Por ter vencido em solo paulistano, o PT pulou de 9.916.640 eleitores governados atualmente no G85 para 15.205.854 eleitores (10,8% do total brasileiro e 29,8% das 85 grandes cidades) a partir de 1º de janeiro de 2013, quando tomarão posse os novos prefeitos.

O eleitorado que será governado por petistas nos grandes centros é 2,3 vezes maior do que a quantidade de eleitores dessas localidades que ficará sob governo tucano: 6.398.000 eleitores (4,5% do total nacional e 12,5% das maiores localidades). O PSDB também ficou atrás de PSB, que governará 7.731.426 eleitores do G-85, e do PMDB, que ficará com 7.391.104 eleitores.

Os quadros abaixo comparam o resultado dos partidos nas eleições de 1996 a 2012 com o atual cenário nas 26 capitais e nas 59 cidades com mais de 200 mil eleitores:

2º turno
A eleição terminou no 1º turno em 35 das grandes cidades. Na ocasião, quem mais elegeu prefeitos nessas localidades foi o PT (8 eleitos), seguido por PSDB (6), PSB (5) e PMDB (4). Nos 50 municípios que fizeram 2º turno da votação neste domingo, a sigla que mais venceu foi o PSDB (9 eleitos), seguida por PT (8) e PMDB e PSB (6 cada um).

Neste ano, 50 cidades fizeram 2º turno. Essa segunda etapa da eleição pode ocorrer apenas em municípios com, pelo menos, 200 mil eleitores registrados e somente quando nenhum candidato consegue, no 1º turno, 50% dos votos válidos mais 1 voto válido. Os votos válidos são calculados excluindo-se os brancos e nulos do total de votos.

O TSE fechou em julho a lista de eleitores aptos a votar em 2012. Ao todo, 83 cidades contavam, na ocasião, com mais de 200 mil eleitores e ficaram habilitadas a realizar 2º turno. Mas 33 delas encerraram a votação no 1º turno, que ocorreu em 7 de outubro.

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Teto de rejeição para vencer no 1º turno é 36%
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Fernando Rodrigues

Em grandes cidades, candidatos com percentual maior  perderam ou precisam disputar 2º turno.

 

Acesse a lista completa dos campeões de rejeição do levantamento do Blog.

 

O Blog cruzou os resultados do 1º turno das eleições em grandes cidades com pesquisas realizadas antes da votação. Resultado: o maior índice de rejeição atribuído a um eleito foi 36%. Candidatos com percentual maior que este foram derrotados ou terão que se submeter às urnas novamente no próximo domingo (28.out.2012).

 

São 13 os eleitos que figuram entre os campeões de rejeição apontados pelos institutos de pesquisa nos 83 municípios que poderiam fazer 2º turno neste ano (localidades com mais de 200 mil eleitores). Apenas 5 desses eleitos, no entanto, tiveram rejeição maior que 20%, mostra o cruzamento do Blog. O quadro abaixo mostra os 13 eleitos e seus índices de rejeição:

 

Os campeões de rejeição são os candidatos mais citados pelos eleitores quando perguntados sobre em quem não votariam para prefeito de sua cidade. Em 42 dos 83 grandes municípios há mais de 1 político em 1º lugar no quesito rejeição por causa da margem de erro das pesquisas (a diferença entre eles é pequena e faz com que haja empate técnico). Outras 34 cidades têm apenas 1 líder de rejeição. E 7 localidades não dispõem de dados sobre rejeição dos candidatos publicados em setembro.

 

O cruzamento das sondagens de opinião com os resultados do 1º turno mostra também que 11 cidades farão 2º turno com 2 políticos que dividem a liderança do quesito rejeição. Outras 18 cidades mantiveram 1 campeão de rejeição na disputa –ou seja, estão no 2º turno 40 líderes de rejeição (22 mais 18).

 

Acesse a lista completa dos campeões de rejeição do levantamento do Blog.

 

Metodologia
A rejeição aos candidatos é medida de modos diferentes pelos vários institutos que trabalham no país. Por isso não é possível comparar estudos de cidades distintas. Por exemplo: o Datafolha permite que o entrevistado cite todos os candidatos em que não votaria. Já o Ibope pede que o eleitor diga só 1 nome.

 

Para conseguir os dados deste post, o Blog usou pesquisas realizadas antes do 1º turno (7.out.2012) nas cidades com mais de 200 mil eleitores. Dos 83 municípios enquadrados neste critério, 76 possuíam sondagens com dados sobre rejeição disponíveis. Ficaram de fora: Vitória da Conquista (BA), Uberaba (MG), Jaboatão dos Guararapes (PE) e as fluminenses Belford Roxo, Niterói, Petrópolis e Volta Redonda.

 

Palmas e Boa Vista
Das 26 capitais, só as do Tocantins e de Roraima tem menos de 200 mil eleitores e não podem fazer 2º turno. Carlos Amastha (PP) venceu em Palmas e também foi campeão de rejeição: 43%. Se a cidade tivesse 2º turno, no entanto, ele precisaria enfrentar um 2º turno porque teve 49,6% dos votos válidos –menos que o necessário para evitar o 2º turno. Boa Vista elegeu Teresa Surita (PMDB), que não lidera em rejeição.

 

Pesquisas
Este Blog, a página de política mais antiga em atividade no Brasil, disponibiliza pesquisas sobre o 1º e o 2º turno das eleições municipais nas grandes cidades em 2012. O Blog também dispõe do maior acervo de pesquisas eleitorais da web brasileira, com estudos de opinião feitos desde a eleição do ano 2000, e de dados sobre a popularidade dos presidentes da República desde José Sarney.

 

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Poder e política na semana – 22 a 28.out.2012
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Fernando Rodrigues

Esta será a semana mais importante do ano para o mundo político. Destaques: 1) há chances de o STF concluir o julgamento do mensalão, estabelecendo penas para réus condenados, como os petistas José Dirceu e José Genoíno; 2) as eleições municipais de 2012 terminarão no domingo (28.out.2012) com o 2º turno da votação em 50 cidades.

O Congresso Nacional estará parado. Não haverá votação na Câmara nem no Senado. Deputados e senadores estarão longe da capital, fazendo campanhas para si ou para aliados.

Em Brasília, o que chamará atenção é o julgamento do mensalão. Há chances de o STF terminá-lo nesta semana. As pendências são: concluir o julgamento dos réus acusados de formação de quadrilha e estipular as penas para quem tiver sido condenado. O Tribunal fará sessões sobre o mensalão de 2ª feira até 5ª feira.

A presidente Dilma Rousseff continuará ajudando candidatos do PT, sobretudo Fernando Haddad (em São Paulo) e Nelson Pelegrino (em Salvador). Mas sua agenda pública, por enquanto, só confirma eventos de 2ª feira: reuniões com Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França, e com Ian Robertson, da BMW.

O ex-presidente Lula aparecerá bastante nos próximos dias. Irá a Fortaleza na 3ª feira (23.out.2012) para ajudar na campanha de Elmano de Freitas (PT). Na 4ª feira (24.out.2012), ele irá a Salvador, por Pelegrino, e a João Pessoa, por Luciano Cartaxo, ambos petistas. E o vice-presidente da República, Michel Temer, do PMDB, ajudará aliados do Rio de Janeiro na 3ª feira. Irá a Volta Redonda, Petrópolis, Duque de Caxias e Nova Iguaçu.

Na reta final do 2º turno, que ocorrerá em 50 cidades no domingo (28.out.2012), os candidatos participarão de vários debates. Em São Paulo, Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) irão a encontro organizado pela ONG Nossa São Paulo na 2ª feira (22.out.2012).

Na 4ª feira (24.out.2012), o UOL e o SBT transmitirão ao vivo, a partir de 18h, debate entre Serra e Haddad. Na 6ª feira (26.out.2012) os candidatos irão a evento da Globo, que irá ao ar no final da noite, depois do último capítulo da novela “Gabriela”.

A 5ª feira (25.out.2012) será o último dia para candidatos realizarem comícios. E a 6ª feira (26.out.2012), o último dia do horário político na TV e no rádio. Propagandas eleitorais com alto-falantes e panfletos serão permitidas até sábado (27.out.2012).

No domingo (28.out.2012), 50 municípios realizarão 2º turno da eleição para prefeito (17 capitais e 33 cidades do interior). A votação ocorrerá das 8h às 17h, de acordo com o horário local (há variações por conta de fuso horário e horário de verão).

Este Blog, a página de política em atividade mais antiga da internet brasileira, disponibiliza pesquisas sobre o 2º turno de 2012. Disponibiliza também o mais completo acervo de pesquisas eleitorais da web com estudos realizados desde a eleição do ano 2000.

A seguir, o drive político da semana:

 

Segunda (22.out.2012)
Dilma e Sarkozy – ex-presidente da França será recebido por Dilma no Palácio do Planalto às 9h30. Também estarão no encontro o ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores) e o assessor da Presidência Marco Aurélio Garcia. Às 11h, Dilma terá reunião com a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

Dilma e BMW – às 15h, presidente receberá Ian Robertson, vice-presidente da BMW AG, Vendas e Marketing. Deverá anunciar a construção de uma fábrica da montadora em Santa Catarina. O governador Raimundo Colombo (PSD) estará presente.

Sarkozy em São Paulo – depois de falar com Dilma em Brasília, o francês participará de evento para empresário organizado pelo BTG Pactual.

Serra x Haddad – candidatos a prefeito de São Paulo irão a evento da ONG Nossa São Paulo. Às 10h, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação.

Mensalão – STF espera terminar julgamento até 5ª feira (25.out.2012). Para isso, precisa concluir o julgamento dos réus acusados de formação de quadrilha e estipular as penas para quem tiver sido condenado pelos crimes relacionados ao escândalo.

Empate – quanto ao crime de lavagem de dinheiro, houve empate do nº de ministros que condenaram e absolveram os ex-deputados João Borba (PMDB-PR), João Magno (PT-MG), Paulo Rocha (PT-PA) e o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto. Sobre formação de quadrilha, houve empate a respeito das situações do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) e do ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas.

Desempate – circulam no STF 4 possíveis soluções para os empates: 1) o réu deve ser absolvido quando ocorre empate; 2) o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, deve desempatar a votação; 3) em crimes contra a administração pública, o réu deve ser condenado quando há empate; 4) a Corte deve esperar o novo ministro, Teori Zavascki, assumir sua cadeira e desempatar a votação.

Quem é quem no mensalão – para saber mais sobre o caso, acesse página do UOL com perfil dos réus do mensalão. E também a página da “Folha” sobre o caso.

Indústria – FGV divulga prévia da sondagem sobre o setor.

 

Terça (23.out.2012)
Lula em Fortaleza – ex-presidente participará da campanha de Elmano de Freitas (PT). Acesse pesquisas sobre a eleição na capital cearense.

Temer no Rio – vice-presidente da República, do PMDB, fará campanha para aliados em Volta Redonda, Petrópolis, Duque de Caxias e Nova Iguaçu.

Pausa do mensalão – STF fará sessão para tratar de outros casos.

CPI do Cachoeira – impasse na comissão é sobre o tempo pelo qual será prorrogada. PT e PMDB não querem que seja mais que 30 dias. A oposição tenta obter apoio para conseguir mais que isso.

Fiesp e OAB – entidade industrial receberá os 4 candidatos a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil para que exponham suas propostas a empresários e advogados de empresas. Alberto Zacharia Toron, Marcos da Costa, Ricardo Sayeg e Rosana Chiavassa confirmaram presença, informou a Fiesp.

Imunidade eleitoral – desta data até 48 horas depois do fim da eleição,  nenhum eleitor poderá ser preso, salvo em flagrante ou por condenação criminal por crime inafiançável.

Casagrande em São Paulo – governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), falará sobre oportunidades de investimento em seu Estado para empresários do Lide, grupo de João Dória. Das 7h30 às 10h, no Hotel Caesar Park Faria Lima.

Transporte e logística – Frente Parlamentar Mista para o Fortalecimento da Gestão Pública promove seminário sobre o tema na Câmara dos Deputados. O ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes) foi convidado.

Palestras no Senado – até 5ª feira, Casa terá apresentações do “Fórum Brasil Senado 2012”. O tema da 1ª é “Identidade é vida subjetiva: Como é ser sujeito no Brasil”.

Indústria – CNI publica sondagem sobre o setor.

Inflação – FGV divulga IPC-S.

 

Quarta (24.out.2012)
Lula no Nordeste – ex-presidente irá a Salvador e a João pessoa participar de eventos das campanhas de Nelson Pelegrino (PT) e de Luciano Cartaxo (PT).

Debate em São Paulo – Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) irão ao debate organizado pelo UOL e pelo SBT. Começará às 18h com transmissão ao vivo pelo UOL e pelo SBT.

Política econômica – reunião da Comissão da Moeda e do Crédito (Comoc), em Brasília.

Serviços ambientais – o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e o CEO da Fundação Amazonas Sustentável, Virgilio Vianna, falarão sobre o pagamento desses serviços a empresários do Lide, grupo de João Dória. Às 19h, no Auditório Omint, em São Paulo.

Inflação – FGV divulga IPC-S Capitais.

 

Quinta (25.out.2012)
Fim dos comícios – este é o último dia para candidatos realizarem este tipo de evento de campanha.

Política econômica – reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), em Brasília.

Construção – CNI divulga dados sobre o setor.

Consumo – FGV publica Sondagem do Consumidor.

Emprego – IBGE divulga pesquisa sobre o assunto.

Inflação – Fipe divulga IPC referente ao período de 23.set a 23.out.2012.

 

Sexta (26.out.2012)
Debate em São Paulo – Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) irão a debate organizado pela TV Globo.

Fim do horário político – último dia da propaganda eleitoral no rádio e na TV.

Fim dos debates – último dia para a realização de debate entre candidatos.

Dados dos candidatos – prazo para a Receita Federal enviar à Justiça Eleitoral listas com nome do candidato ou comitê financeiro; nº do título de eleitor e de inscrição no CPF do candidato ou do presidente do comitê financeiro; nº de inscrição no CNPJ e data da inscrição.

 

Sábado (27.out.2012)
Panfletos proibidos – último dia para a propaganda eleitoral com alto-falantes e para a distribuição de material gráfico.

 

Domingo (28.out.2012)
2º turno – a votação acontecerá em 50 cidades das 8h às 17h, de acordo com o horário local (há variações por conta de fuso horário e horário de verão). Este Blog reúne pesquisas sobre a intenção de voto nas localidades que farão 2º turno.

Eleições na Ucrânia – no mesmo dia em que brasileiros votarão para prefeito, ucranianos escolherão seus parlamentares.

Pesquisas – no Brasil, poderão ser divulgadas a qualquer hora pesquisas feitas antes do dia da votação. As que foram feitas nesta data, só poderão ser publicadas após 17h.

Dinheiro de campanha – último dia para candidatos e comitês financeiros que disputam o 2º turno arrecadarem recursos e contraírem dívidas. Depois disso, só poderão arrecadar para pagar despesas já contraídas e não pagas até esta data.

Comércio e eleições – os estabelecimentos poderão funcionar, mas deverão dar condições para que seus funcionários votem.

Manifestação silenciosa – neste dia será permitida a manifestação “individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato”.

Reunião proibida – aglomeração de pessoas com vestuário padronizado, bandeiras, broches, dísticos e adesivos não poderá ser feita até o término da votação.

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2º turno tem favoritos em 27 cidades
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Fernando Rodrigues

Pesquisas mostram PSDB com 7 líderes, seguido do PT, com 4.

Conheça todas as sondagens eleitorais em 39 das 50 cidades que terão 2º turno.

Os institutos de pesquisa já apresentam dados sobre as eleições de 39 das 50 cidades que farão 2º turno em 28.out.2012. Em 27 desses municípios, as sondagens mostram um dos candidatos como favorito. Nos outros 12, os concorrentes estão tecnicamente empatados. O empate ocorre porque a diferença entre os percentuais de intenção de voto dos candidatos não supera a margem de erro dos estudos de opinião.

Nas 27 cidades com favoritos, o PSDB é o que mais têm líderes das disputas: possui 7 candidatos isolados em primeiro lugar. Considera-se isolado o político que têm mais pontos que o 2º colocado mesmo quando a margem de erro diminui seu percentual e aumenta o do adversário.

Depois do PSDB, aparece o PT , com 4 líderes isolados. Em seguida, vêm PMDB com 3 líderes e DEM, PDT, PPS, PSD e PV com  2 primeiros isolados cada. PC do B, PP e PTC têm 1 candidato cada um nessa condição.

Viradas
O levantamento do Blog indica também possibilidade de vitória do candidato que terminou o 1º turno em segundo lugar em 18 das 39 cidades com pesquisas disponíveis até a tarde desta 6ª feira (19.out.2012).

Os candidatos que terminaram o 1º turno atrás dos adversários são líderes isolados em 6 cidades: Belém (PA), Curitiba (PR), Diadema (SP), Florianópolis (SC), Ponta Grossa (PR) e São Paulo (SP). Em outras 4 cidades, esses candidatos estão empatados com os concorrentes, mas levam vantagem numérica. Isso ocorre em Cascavel (PR). Cuiabá (MT), Uberaba (MG) e Volta Redonda (RJ).

Nas outras 8 cidades em que, segundo as pesquisas, pode haver virada, o vencedor do 1º turno continua na frente, mas empatado com o adversário. É o caso de Campinas (SP), Fortaleza (CE), Londrina (PR), Maringá (PR), Mauá (SP), Montes Claros (MG), Rio Branco (AC) e Sorocaba (SP).

2º turno
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Brasil possui, em 2012, 83 cidades com mais de 200 mil eleitores, número mínimo de votantes que um município precisa ter para poder realizar 2º turno. A segunda etapa da votação só é necessária nesses grandes municípios, no entanto, quando nenhum candidato obtém 50% dos votos válidos mais 1 voto válido no 1º turno –os votos válidos são só aqueles dados a candidatos, nulos e brancos não são válidos. Das 83 localidades habilitadas, 50 farão 2º turno neste ano.

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Pesquisas mostram 3 cidades do Paraná com empate no 2º turno
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Fernando Rodrigues

As 5 cidades paranaenses com mais de 200 mil eleitores terão 2º turno em 2012…

…só em Curitiba a distância entre os candidatos supera margem de erro.

As pesquisas mais recentes sobre o 2º turno em cidades do Paraná apresentam cenário indefinido em Cascavel, Londrina e Maringá. Nesses municípios, os concorrentes estão tecnicamente empatados (a diferença entre seus percentuais de intenção de voto não supera a margem de erro dos estudos de opinião). Apenas a capital, Curitiba, não registra empate.

Em Cascavel, município com 204.185 eleitores, Professor Lemos (PT) tem a preferência de 49,2% dos eleitores contra 44,9% do candidato à reeleição Edgar Bueno (PDT), afirma o Instituto Exatta. Como a margem de erro pode fazer com que as pontuações dos candidatos oscilem até 4 pontos percentuais para mais ou para menos, ocorre o empate técnico. Ou seja: Lemos pode cair até 45,2% e Bueno subir até 48,9%, invertendo as posições e tornando o cenário indefinido.

O mesmo ocorre em Londrina (360.568 eleitores). Mas a margem de erro da pesquisa do Instituto Portinari é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Segundo o instituto, Marcelo Belinati (PP) tem 41,3% e Alexandre Kireeff (PSD), 37%. Os percentuais podem chegar a 38,3% e 40%, respectivamente.

A pesquisa de Maringá (256.970 eleitores), feita pelo DataVox, tem margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo mostra Carlos Pupin (PP) com 48% e Ênio Verri (PT) com 40%. Ambos podem oscilar para 44% e ficar empatados.

Na capital, Curitiba (1.172.939 eleitores), não há empate técnico, afirma a IRG Consultoria. Gustavo Fruet (PDT), segundo a pesquisa, está isolado em 1º lugar com 48%. Ratinho Jr. (PSC) tem 35,8%. Como a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, mesmo que o erro diminua a pontuação de Fruet e aumente a de Ratinho, o pedetista continua isolado à frente.

As 5 cidades paranaenses que têm mais de 200 mil eleitores farão 2º turno em 2012. Até a publicação deste texto, no entanto, não havia pesquisa disponível sobre a disputa pela Prefeitura de Ponta Grossa (225.984 eleitores).

Ter no mínimo 200 mil eleitores é a condição que uma cidade deve cumprir para poder realizar 2º turno em sua eleição para prefeito quando nenhum dos concorrentes obtém 50% dos votos válidos mais 1 voto válido no 1º turno. São válidos somente votos dados ao candidatos. Brancos e nulos não são válidos.

Mais pesquisas
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Curitiba: Fruet (PDT) 48% x 35,8% Ratinho Jr. (PSC)
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Fernando Rodrigues

IRG Consultoria aponta virada com relação ao 1º turno.

A primeira pesquisa divulgada sobre o 2º turno da eleição para prefeito de Curitiba, feita pela IRG Consultoria, mostra Gustavo Fruet (PDT) como preferido de 48% dos eleitores e Ratinho Jr., de 35,8%. Os indecisos são 10,7% do total. Brancos e nulos, 4,8%. E 0,8% dos entrevistados não responderam à pergunta.

Os dados apontam reviravolta com relação ao 1º turno, que terminou com Ratinho Jr. à frente. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ratinho teve 34,1% dos votos válidos contra 27,2% de Fruet. O Blog analisou o histórico de viradas entre o 1º e o 2º turnos em eleições municipais e concluiu que as reviravoltas são raras, mas não impossíveis –sobretudo quando a diferença entre a votação dos dois finalistas na primeira etapa não é grande.

A pesquisa da IRG foi feita de 15 a 17.out.2012 com 1.200 eleitores. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no TRE-PR é o 000681/2012.

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