Blog do Fernando Rodrigues

Arquivo : maio 2013

PT apura chances de Aécio e de Eduardo Campos
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Fernando Rodrigues

Há cerca de 1 mês, o marqueteiro João Santana expôs uma longa pesquisa de opinião a Lula e a Dilma. O levantamento buscou dados qualitativos de todos os pré-candidatos a presidente em 2014.

Lula e Dilma saíram com uma convicção: se houver 2º turno em 2014, o melhor é o PT enfrentar o tucano Aécio Neves do que o pré-candidato do PSB a presidente, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

A pesquisa indica que Aécio Neves não tem conexão sólida com o “povão”, ainda apaixonado pelo lulismo. Para piorar a situação do tucano, exceto em Minas Gerais, ele dialoga de maneira precária com os anseios da média mais conservadora. Para esses eleitores, José Serra é muito mais adequado.

Ou seja, Aécio Neves é hoje, no imaginário da cúpula petista, o adversário dos sonhos se houver um 2º turno no ano que vem na corrida presidencial.

E Eduardo Campos? A pesquisa do PT indica que ele é pouquíssimo conhecido. Quase ninguém sabe quem é o político pernambucano. Então, qual é o problema? Quem o conhece gosta muito do seu jeito de fazer política.

Tudo considerado, Eduardo Campos tem hoje quase traço nas pesquisas. Mas é quem aparece com mais potencial para crescer e produzir uma surpresa em 2014.

Post Scriptum: lei ao post acima Adendo: a pesquisa do PT sobre Campos e Aécio.

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Na TV, Dilma copia Campos e diz ser “possível fazer mais”
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Fernando Rodrigues

Presidente é a estrela de novos comerciais do PT

Slogan usado é parecido com o do eventual rival em 2014

Eduardo Campos tem dito que “é possível fazer mais”

O PT coloca no ar partir de hoje 4 comerciais de 30 segundos nos quais exalta os governos de Lula e de Dilma Rousseff. O que chama mais a atenção é a presidente da República emulando o slogan que um dos seus possíveis adversários em 2014 já adotou: “É possível fazer cada vez mais”.

A frase é quase idêntica à usada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB. Ele tem repetido nos últimos meses a frase “é possível fazer mais”. Aliado de Lula e de Dilma, ele deseja se apresentar como opção aos eleitores em 2014 na corrida pelo Palácio do Planalto –com a ideia de que o Brasil está indo bem, mas há como melhorar o que já foi obtido.

Campos pronuncia seu slogan no comercial partidário do PSB, que foi ao ar na última quinta-feira, dia 25.abr.2013. A frase surge aos 4 minutos e 19 segundos do filme.

Já no comercial do PT, Dilma diz: “É possível fazer cada vez mais”.

O Blog teve acesso aos 4 comerciais do PT que foram produzidos pelo marqueteiro João Santana e começam a ser transmitidos hoje à noite (27.abr.2013). Eis o texto e o vídeo que foi batizado de “Jogral”, pois apresenta na tela o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva intercalando frases com Dilma Rousseff:

Lula: Os brasileiros já aprenderam…
Dilma: …que é possível ter sempre mais.
Lula: Depois da geladeira, a casinha, o caro.
Dilma: A casa mais confortável, com transporte, posto de saúde e escola perto.
Lula: O curso médio, a universidade, depois, o doutorado no exterior.
Dilma
: Nosso governo também aprendeu…
Lula
: … com o Brasil e os brasileiros…
Dilma: …que é possível fazer cada vez mais
Lula e Dilma (juntos na tela): Tem sido assim. Vai ser assim.

Eis o vídeo “Jogral”, uma criação de João Santana com direção compartilhada de Luis Ferré e de Marcelo Kertész:

 

Os 4 comerciais do PT de 30 segundos ocuparão 40 inserções a partir de hoje (27.abr.2013) à noite na TV. Serão transmitidos nos intervalos da programação de todas as redes de TV do país também  nos dias 30.abr.2013 e 2 e 4.maio.2013.

Um dos filmes se chama “Corpos”. Fala das mudanças no país durante os 10 anos em que o PT esteve à frente do governo federal. Imagens do ex-presidente Lula e da presidente Dilma são projetadas sobre corpos de brasileiros, enquanto um locutor menciona avanços para “três personagens que foram para a linha de frente: o homem simples do povo, a mulher e os negros”.

Ao final, aparecem Lula e Dilma projetados sobre corpos dizendo: “Nosso Brasil vai ser cada vez mais o Brasil de todos os brasileiros”. Há um cuidado técnico incomum para esse tipo de propaganda.

Eis o filme “Corpos”, com criação de João Santana e de Marcelo Kertész. A direção é de Luis Ferré:

No filme “Morphing” é usada uma técnica de computação gráfica que permite sobrepor imagens de várias pessoas enquanto suas faces vão se fundindo na tela, com naturalidade.

O comercial do PT começa mostrando uma criança que aos poucos vai se transformando em adolescente e adulto. Essas personagens vão falando sobre as mudanças do país. Um dos atores repete um dos possíveis slogans que Dilma Rousseff usará em sua campanha pela reeleição, em 2014: “O fim da miséria é só o começo”. Ao final do filme, aparecem o ex-presidente Lula e a presidente Dilma dizendo, intercalando frases: “Nosso Brasil vai ser cada vez mais o Brasil de todos os brasileiros”.

Eis o filme “Morphing”, criação de Maurício Carvalho e de João Santana, com direção Aylê Santana (filho de João):

 

O quarto filme de 30 segundos foi batizado por João Santana de “Saltos”. É o mais eleitoral de todos. Fica a um passo de pedir votos para a reeleição de Dilma Rousseff –o que seria crime eleitoral, pois a propaganda é para que o partido fale de seu programa (e não de seus candidatos).

Nesse filme, pessoas aparecem correndo e saltando “obstáculos” cenográficos: palavras como “atraso”, “miséria” e “discriminação”. Dilma Rousseff é apresentada como a presidente que “ampliou o Bolsa Família” e está “moralizando o setor público” –nesse caso, é uma referência à fase inicial da administração dilmista, quando ela demitiu vários ministros encrencados com acusações de corrupção.

Ao final, aparecem pessoas correndo com bandeiras do Brasil e do PT enquanto o locutor diz: “O governo Dilma… prepara o segundo grande salto brasileiro. O salto mais definitivo da nossa história”. Fica subentendido que a referência é à possível campanha de reeleição de Dilma, em 2014.

Eis o filme “Saltos”, que teve criação de João Santana, Eduardo Costa e Marcelo Kertész, com direção de Luis Ferré:

 

A seguir, as imagens com o slogan repetido.

Eduardo Campos, em 25.abr.2013:

E Dilma Rousseff, em 27.abr.2013:

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João Santana avança para Panamá e Itália
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Fernando Rodrigues

Marqueteiro de Lula e Dilma amplia suas operações no exterior

O marqueteiro João Santana continua a expandir seus negócios internacionais. Seus próximos destinos são Panamá e Itália, segundo revelou em uma entrevista ao repórter Simon Romero, que publica um perfil do brasileiro na edição de hoje (6.abr.2013) do jornal “The New York Times”.

No Panamá, Santana afirmou que deve fazer a campanha presidencial do “Cambio Democratico”, partido de centro-direita daquele país. Essa é uma novidade em sua carreira recente. Seus trabalhos têm sido até agora sempre para políticos que se posicionam do centro para a esquerda no espectro político.

A operação italiana não foi muito esclarecida na reportagem do “NYTimes”. O jornal cita apenas “um operação na Itália para começar a administrar campanhas na Europa”.

Num dado momento da entrevista, Santana define seu trabalho: “Assim como psicanalistas ajudam as pessoas a ter sexo sem culpa, nós ajudamos as pessoas a gostar de política sem remorso”.

Natural de Tucano, no interior da Bahia, Santana tem 60 anos. Jornalista de formação, começou no marketing político em associação com Duda Mendonça. Os dois romperam em 2001.

Santana venceu 6 das 7 campanhas presidenciais que fez até hoje. No Brasil, ganhou com Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e Dilma Rousseff (2010). No exterior, pela ordem, teve sucesso com Maurício Funes, em El Salvador (2009), Danilo Medina, na República Dominicana (2012), José Eduardo dos Santos, em Angola (2012) e Hugo Chávez, na Venezuela (2012).

Perdeu na Argentina, com Eduardo Duhalde (1999), quando “ainda era associado a Duda Mendonça”, costuma dizer.

No momento, o marqueteiro tem uma relação formal com o PT. Mas como revelou reportagem da Folha em 31.mar.2013, também presta uma “contribuição gratuita” à presidente Dilma Rousseff: ajuda na formatação e gravação de depoimentos importantes, opina nas propagandas estatais que enaltecem o governo e dá conselhos constantes ao Planalto.

Econômico na hora de dar entrevistas, Santana falou em 2006, 2010 e  2012 ao jornal “Folha de S.Paulo”. Eis os links:

Entrevista de João Santana em 2006

Entrevista de João Santana em 2010

Entrevista de João Santana em 2012

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“Ele nascerá de novo”, diz videoclipe pró-Chávez
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Fernando Rodrigues

Filme produzido pelo marqueteiro de Lula e de Dilma tem 2 minutos e 15 segundos

Propaganda começa a construir o mito com a lembrança de venezuelano morto

Um videoclipe de dois minutos e 15 segundos produzido por João Santana faz uma emocionada homenagem a Hugo Chávez, morto no dia 5.mar.2013. O slogan não deixa dúvida sobre construção do discurso chavista na atual fase da Venezuela: “Ele nascerá de novo” (em espanhol, “él nacerá de nuevo”).

Eis o filme, que inicialmente está apenas na internet:

 

Para assistir em smartphones ou alguns modelos de tablets, clique aqui.

Responsável por muitas campanhas presidenciais de líderes de esquerda em vários países (Lula e Dilma Rousseff, inclusive), Santana utilizou imagens de venezuelanos demonstrando seu carinho por Chávez. O material foi captado no ano passado.

Em 2012, a campanha a presidente de Chávez foi feita por Santana e por sua equipe. O videoclipe divulgado hoje é dele em parceria com João Andrade. Os dois usaram o mesmo tom emocional da propaganda inaugural do processo eleitoral venezuelano do ano passado.

Em 2012, o jingle dizia: “Meu comandante, Chávez. Meu presidente, eu quero mais. Uh, ah, sempre vou te amar. Uh, ah, Chávez seguirá”.

Agora, a letra completa é a seguinte:

A luz que nos leva adiante não se apaga jamais.
Ilumina nosso destino, uma história audaz.
Desenha os sonhos que nos mantêm de pé.
Nutre a nossa alma e renova a fé.
Como um pássaro que volta a voar.
Como uma estrela que volta a brilhar.
Como um coração valente que volta a cantar…
Ele nascerá de novo… Ele nascerá de novo…
Para avançar, avançar, avançar com o seu povo!
Ele nascerá de novo… Ele nascerá de novo…
Para avançar, avançar, e vencer com o seu povo!

O ritmo mistura balada com o de canções gospel. Santana e Andrade não escondem que o objetivo é emocionar. Se possível, fazer chorar a la Franco Zeffirelli em seus filmes de cunho religioso. As imagens de chavistas que ilustram o clipe contêm todas as personagens de uma propaganda desse estilo. O pobre, o velho, a criança, o trabalhador e por aí vai. Todos estão lá demonstrando sua paixão por Chávez. Até a grávida que mostra a barriga com a inscrição “yo soy chavista” bem na hora que jingle contém a frase “Ele nascerá de novo”.

Tecnicamente perfeito para o que se propõe, o filme de João Santana e de João Andrade contribui para este momento na largada do processo de construção do mito de Hugo Chávez –que está sendo transformado numa espécie de dom Sebastião da Venezuela.

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Cesar Maia psicanalisa João Santana
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Fernando Rodrigues

Para ex-prefeito do Rio, marqueteiro do PT prepara saída de Dilma da disputa em 2014.

A entrevista do marqueteiro João Santana publicada ontem (26.nov.2012) pela “Folha de S.Paulo” foi comentada na edição de hoje (27.nov.2012) do ex-Blog do Cesar Maia –boletim enviado por e-mail pelo ex-prefeito de Rio de Janeiro, filiado ao DEM e opositor do PT.

Maia cita um trecho da entrevista de João Santana e, em seguida, apresenta a opinião de um “conhecido psicanalista”, sem revelar quem seria o profissional. A análise afirma que, por trás do que disse o marqueteiro, está a vontade de tirar a presidente Dilma Rousseff da disputa pela reeleição para que o ex-presidente Lula possa ser o candidato do PT a presidente.

Eis o que diz o psicanalista que Cesar Maia diz ter consultado:

“Se João Santana fosse um publicitário recém-formado, seriam ‘arroubos da juventude’. Mas um profissional maduro, que já venceu e perdeu eleições em todos os níveis e com a avaliação que o mercado lhe dá, suas palavras devem ser lidas pelo que ocultam. Os exageros em relação à Dilma apenas denotam a preocupação de Santana quanto às possibilidades dela em 2014. Porém, há outra possibilidade de ocultamento. É o que se chama de promoção para baixo nas empresas. Lendo o que não foi dito, mas oculto, se pode garantir das duas uma e, em ambas, sua preocupação com a competitividade de Dilma. Uma é tentar levantá-la junto à opinião pública, com adjetivos de imagem que nem os publicitários de Kennedy ou Clinton ousariam usar. Outra é que o verdadeiro candidato dele é Lula. E nada melhor que exaltar Dilma para que ela ‘desista’ da candidatura, orgulhosa e com a alma cheia por uma missão cumprida. Eu aposto nesta segunda hipótese. Mas há uma certeza: Dilma não faz parte do jogo dele para 2014. Repare neste trecho da resposta de Santana e entenda o que ele pensa e tenta ocultar: ‘(…) ela sabe fazer parcerias, especialmente com Lula’. Parceria, especialmente com Lula, é sair e passar, com pompas e circunstâncias, a candidatura para Lula”.

O comentário foi feito com base na seguinte fala de João Santana:

“Dilma Rousseff será candidata e vai ganhar a eleição. Provavelmente no primeiro turno. Se a eleição fosse hoje, novembro de 2012, ganharia no primeiro turno. Ela está firmando uma imagem vigorosa de grande consolidadora das políticas sociais, de ampliadora dos direitos da classe média, de reformadora moral e modernizadora do país. Está se formando a imagem de uma mulher firme, honesta, que não tem medo de tomar medidas duras. Uma mulher que não se deixa mandar. Que sabe fazer parcerias e alianças com setores importantes, especialmente com Lula. Uma presidenta que enfrenta uma das maiores crises da economia internacional sem titubear. Uma mulher de raça. Que enfrenta os bancos para abaixar os juros, as empresas de energia para abaixar a tarifa elétrica. Eu não estou inventando: estou relatando a leitura de estudos profundos de opinião”.

Filiado ao DEM, Cesar Maia despontou no passado como um dos principais analistas de conjuntura política da oposição. Foi até cotado para disputar a Presidência da República –fato recentemente lembrado por ACM Neto (DEM), prefeito eleito de Salvador, em entrevista ao “Poder e Política”, do UOL e da “Folha”. Mas, assim como seu partido, Maia decaiu e, em 2012, elegeu-se vereador no Rio de Janeiro e viu seu filho, Rodrigo Maia (DEM), perder a eleição para prefeito da cidade.

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Santana pediu desculpa a Kassab por 2008
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Fernando Rodrigues

O marqueteiro João Santana concedeu uma entrevista à Folha na qual fala sobre o episódio da campanha eleitoral de 2008 na cidade de São Paulo, quando o PT fez um comercial preconceituoso contra Gilberto Kassab, que então disputava e acabou ganhando a reeleição.

Santana relata que pediu desculpas ao prefeito e que teve um encontro pessoal com Kassab no início de 2012:

[sobre comercial preconceituoso  contra Kassab, em 2008, no qual se questionava o fato de o então prefeito que buscava a reeleição não ser casado nem ter filhos] “Foi um erro técnico, não uma agressão moral. Não havia intenção de agredir. Testamos em grupos e o comercial se mostrou eficaz e sem duplo sentido. Eu falhei, como comunicador, porque não podia ter produzido um material capaz de causar um efeito imprevisto”.

“Já tive oportunidade de pedir desculpas públicas ao prefeito. No início deste ano, ele pediu uma conversa. Eu abri o encontro dizendo que não poderia começar qualquer tipo de conversa com ele, sem me referir ao tema. Ele teve uma reação muito elegante: disse que admirava meu trabalho, acreditava na minha versão e que estava tudo superado”.

Leia a entrevista completa de Santana à Folha na edição de 26.nov.2012.

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PT acertou ao se coligar a Maluf, afirma Santana
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Fernando Rodrigues

O marqueteiro João Santana concedeu uma entrevista à Folha na qual fala sobre a aliança do PT com o PP, de Paulo Maluf:

“Foi uma decisão acertada a aliança com o PP de Maluf, que no resultado final ajudou mais do que prejudicou. Pode nem mesmo ter ganho os votos malufistas, mas funcionou no geral, pois nos ajudou naquilo que mais precisávamos que era tornar o candidato mais conhecido. Nós não ganhamos apenas dois minutos a mais. Deixamos de perder quatro, pois se não pegássemos, o Serra iria pegar”.

Leia a entrevista completa de Santana à Folha na edição de 26.nov.2012.

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PSD vai acabar na direita, diz Santana
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Fernando Rodrigues

O marqueteiro João Santana concedeu uma entrevista à Folha na qual fala sobre o futuro do PSD, criado em 2011 por Gilberto Kassab como uma dissidência do DEM:

“A definição de Kassab de que o PSD não é um partido de esquerda nem de direita nem de centro pode funcionar como um artifício, um módulo de transição. Mas não resiste ao tempo”.

“Permite que no início ele faça alianças à direita e à esquerda. De uma maneira muito mais ampla e inteligente do que o PSDB conseguiu fazer. É um espaço precário e temporário. Depois terá de ir, para um lado ou para o outro. Será forçado a uma definição. E a definição dele é ir para o espectro da direita”.

Leia a entrevista completa de Santana à Folha na edição de 26.nov.2012.

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Novas demandas da classe média não afetam PT em 2014, diz João Santana
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Fernando Rodrigues

O marqueteiro João Santana concedeu uma entrevista à Folha na qual fala sobre as mudanças nas demandas da nova classe média brasileira:

“As mudanças sóciodemográficas alteram algumas demandas, mas as questões centrais permanecem: melhorar a vida, mais oportunidade, mais serviços públicos de qualidade, emprego e segurança. Dilma está muito atenta a isso”.

“[Em 2014], o PT poderá dizer que está no poder há 12 anos e tudo o que está bom é por causa de sua administração. E vai dizer, ainda, o que pode melhorar. E como há um desejo de continuidade forte, e nenhum sinal de fadiga de material, o PT sai vencedor nesse debate”.

Leia a entrevista completa de Santana à Folha na edição de 26.nov.2012.

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Até debate sem regra terá influência do marketing, diz João Santana
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Fernando Rodrigues

Para publicitário do PT, uso do marketing por políticos é comum desde “o tempo das cavernas”.

Internet ainda não teve o efeito esperado, diz responsável pelo marketing do PT em São Paulo.

O marqueteiro João Santana deu longa entrevista para a Folha na edição desta segunda-feira (26.nov.2012) na qual fala sobre o uso intensivo do marketing em campanhas eleitorais. Responsável pela campanha que levou o petista Fernando Haddad a vencer a disputa pela Prefeitura de São Paulo, ele acha que debates eleitorais com menos regras também terão muita influência dos publicitários. O Blog publicou no post abaixo links para entrevistas dadas por Santana em 2006 e em 2010 também à Folha.

“Não pense que o marketing deixará de influenciar um debate com menos regras. No período anterior a esse encontro haverá uma fase grande de treinamento. Será feito por pessoas da política e do marketing. As técnicas de debate, de retórica e mesmo de expressão facial terão influência do marketing. Haverá um trabalho maior de “coaching” no bastidor, de linha argumentativa, de construção de discurso. Isso é feito pelo marketing. Como foi feito a vida inteira pelos consultores, conselheiros das monarquias e das antigas repúblicas. Querem vender o marketing como um mal dos tempos modernos. Não é. É um comportamento que vem de séculos. Ele só vai se aperfeiçoando ou se instrumentalizando a partir da infraestrutura física que se tem, dos meios de comunicação, da forma de fazer política”.

Santana foi confrontado com uma declaração recente do publicitário Washington Olivetto, que disse que só gosta “de anunciar coisas que as pessoas possam devolver se não gostarem”. Olivetto disse também: “Minha ideologia criativa, que se baseia na verdade bem contada, não combina com o marketing político”.

Eis o que comentou Santana: “A comunicação e o marketing político causam um certo estranhamento e uma má compreensão entre os próprios políticos e entre os profissionais de comunicação. Não estou me referindo especificamente a Olivetto, mas alguns, por baixo entendimento da política, sofrem de um falso conflito moral –além de uma pretensa superioridade estética. Muitos acham que é mais nobre fazer propaganda para bancos, operadoras de cartões de crédito, plano de saúde, telefônicas (que atendem mal e até escorcham os seu clientes), do que para políticos. É uma questão de ponto de vista”.

Quando indagado sobre “trabalhar com produtos que possam ser devolvidos”, disse: “Um político não é um produto. O político é um líder, um condutor, é um gestor. Se fosse para fazer uma analogia com o mercado, mesmo que inapropriada, seria melhor compará-lo com um investimento. Um título de prazo fixo que a pessoa compra e depois pode recomprar ou não. E a democracia é o modelo que tem o melhor e mais eficiente sistema de devolução: o voto. Ele funciona melhor do que qualquer Procon da vida”.

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