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Arquivo : transposição do São Francisco

Governo encerra contrato em obra de transposição do São Francisco
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Fernando Rodrigues

Metade da obra foi realizada

Nova concorrência será aberta

Brasília - Ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, fala à imprensa (Wilson Dias/Agência Brasil)

ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho

O governo rescindiu o compromisso com a empreiteira Mendes Júnior nas obras de transposição do rio São Francisco.

A reportagem é do Poder360 e as informações são do repórter Luiz Felipe Barbiéri.

O valor do contrato, de mais de R$ 927 milhões, refere-se  a construção da 1ª etapa do Eixo Norte da obra. A medida foi publicada ontem (4ª) no Diário Oficial .

Com o fim do contrato anterior, o governo abriu nova concorrência para a construção, que passa pelas cidades de Cabrobó (PE), Salgueiro (PE), Verdejante (PE) e Penaforte (CE). O edital foi publicado hoje (5ª) no Diário Oficial da União.

Acossada por denúncias na Lava Jato, a construtora não vinha conseguindo manter os compromissos assumidos no contrato original. O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, tem como prioridade entregar o projeto de transposição no final de 2017.

O documento determinava a execução de obras civis, instalação montagem, comissionamento e testes das obras complementares do projeto de Integração do Rio São Francisco com bacias hidrográficas do Nordeste setentrional”.

Segundo o ministro, o contrato deve ser assumido por empreiteiras que já participam do projeto.

“Do ponto de vista da capacidade de mobilização, de pessoal e equipamentos, é bem provável que empresas envolvidas em obras de transposição na região assumam o trecho”, afirmou.

As obras que serão relicitadas somam 140 km de extensão, dos quais cerca de 70 km ainda não foram finalizados.

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Léo Pinheiro mostra nota fiscal do suposto “caixa 2” para Vital do Rêgo
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Fernando Rodrigues

Empreiteiro entregou documentos a Moro espontaneamente

Papéis incluem recibo de doação oficial de R$ 1 mi ao PMDB

Hoje ministro do TCU, Vital refuta depoimento de empreiteiro

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O ministro do TCU e ex-senador Vital do Rêgo

O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro apresentou ao juiz Sérgio Moro papéis para tentar comprovar o suposto pagamento de propina ao ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho. Os documentos foram anexados por Pinheiro espontaneamente, para corroborar o depoimento do empreiteiro à Lava Jato.

As informações são do repórter do UOL André Shalders.

No depoimento, Léo Pinheiro alega ter sido chantageado em 2014 pelos então senadores Gim Argello (PTB-DF) e Vital do Rêgo (PMDB-PB). Os 2 teriam cobrado R$ 5 milhões para evitar que Pinheiro fosse convocado pela CPI da Petrobras que funcionava na época no Senado Federal.

A Sérgio Moro, Pinheiro entregou registros em sua agenda de reuniões com Gim Argello, um recibo de doação oficial ao PMDB (no valor de R$ 1 milhão) e uma nota fiscal de pagamento da OAS a uma firma chamada Construtora Planície.

Segundo Pinheiro, o pagamento à Planície teria o objetivo de esconder uma operação de “caixa 2”. Conforme o empresário, o destino dos recursos seria a campanha de Vital ao governo da Paraíba, em 2014.

4.out-nota-fiscal-construtora-planice“Em seu reinterrogatório, o peticionário [Léo Pinheiro] relatou em detalhes os encontros e contatos que manteve com os ex-senadores Gim Argello e Vital do Rêgo sobre a CPI da Petrobras. Informou ainda que, em uma destas reuniões, foi solicitada pelos ex-senadores a quantia de R$ 5.000.000,00 para campanha de Vital do Rêgo ao governo da Paraíba, e detalhou o pacote de benefícios que lhe foi oferecido nestas reuniões, para a obstrução das investigações da CPI”, escreveram os advogados de Pinheiro.

“O peticionário, também, esclareceu em juízo que somente efetuou o pagamento de parte dos valores exigidos pelos ex-senadores Gim Argello e Vital do Rêgo. Revelou que ‘a OAS pagou’, além dos ‘R$ 350.000,00 de doação à paróquia lá de Brasília’, imputados na denúncia, ‘R$ 2.500.000,00, sendo R$ 1.000.000,00 em doação ao PMDB Nacional e R$ 1.500.000,00 através de caixa dois'”, continua a peça.

Os R$ 350 mil referidos teriam sido repassados pela OAS à uma paróquia na periferia de Brasília, a pedido de Argello. O dinheiro teria sido usado para promover uma festa de Pentecostes organizada pelos religiosos.

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Acesse aqui as íntegras:

1. nota dos advogados de Léo Pinheiro a Sérgio Moro;
2. registros de encontros com Gim Argello na agenda de Pinheiro;
3. recibo de doação eleitoral ao PMDB;
4. nota fiscal do pagamento feito para “lavar” o caixa 2.

OUTRO LADO
O ministro do TCU Vital do Rêgo reiterou nunca ter recebido vantagens indevidas de empreiteiros ou de outras pessoas, como disse à época do depoimento de Pinheiro. Afirmou também que “jamais negociou, com quem quer que seja, valores relacionados a doações ilícitas”.

Eis a manifestação do ministro, encaminhada ao Blog por sua assessoria:

O ministro Vital do Rêgo informa que não recebeu recursos da referida empresa para sua campanha eleitoral. Reitera que jamais negociou, com quem quer que seja, valores relacionados a doações ilícitas de campanhas eleitorais ou qualquer tipo de vantagem pessoal indevida.

A Construtora Planície disse ao Blog, por e-mail, que “nunca procedeu qualquer tipo de doações ao ex-senador Vital do Rego ou ao seu partido”.

Ao jornal “Correio Braziliense”, esclareceu que era subcontratada pela OAS para obras na transposição do Rio São Francisco e que pode comprovar ter prestado os serviços descritos nas notas fiscais.

“A Construtora Planície Ltda é uma empresa idônea, possuindo situação regular, estando ativa junto à Receita Federal do Brasil e demais órgãos, encontrando-se adimplente com todas suas obrigações tributárias”, diz nota da empresa.

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