Blog do Fernando Rodrigues

Arquivo : Luiz Henrique

PT quer eleger Renan e depois torcer por sua cassação
Comentários Comente

Fernando Rodrigues

Cargo de vice-presidente do Senado é de um petista

Se Lava Jato derrubar peemedebista, PT herda a cadeira

Nome petista para ser vice-presidente é o Jorge Viana (AC)

JorgeViana-PT-AC

Jorge Viana (PT-AC), petista indicado para vice-presidente do Senado até 2017

Não importa quem vença a disputa pela presidência do Senado hoje (1º.fev.2015), o vice-presidente da Casa será um petista –pois a legenda tem a 2ª maior bancada e assim detém o direito de ocupar essa função.

O PT está apoiando oficialmente a reeleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) para o cargo de presidente do Senado. Mas se o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) acabar ganhando, um petista também estará no cargo de vice-presidente da Casa pelos próximos 2 anos.

Para o PT, o apoio oficial a Renan Calheiros tem um alto grau de pragmatismo, de “Realpolitik”.

Quando alguém conversa com um petista em reserva, é raro encontrar um que elogie de maneira sincera o atual presidente do Senado. Mas muitos desses petistas admitem que devem manter o apoio a Renan Calheiros.

Por mais paradoxal que possa parecer, Renan está tendo o apoio de parte significativa do PT mais pelos seus defeitos do que por suas possíveis qualidades.

Renan Calheiros está com seu nome citado em diversas listas informais como um dos possíveis políticos encrencados com a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que apura dezenas de casos de desvio de dinheiro e corrupção na Petrobras e em empresas privadas.

O senador peemedebista por Alagoas nega qualquer tipo de envolvimento com irregularidades. Mas fica a dúvida: e se Renan, de fato, for processado formalmente por corrupção no Supremo Tribunal Federal? Certamente uma das consequências seria a inviabilidade de sua permanência à frente da presidência do Senado.

Nesse caso, assumiria um político do Partido dos Trabalhadores. O PT indicou para ficar no cargo de vice-presidente do Senado Jorge Viana, senador petista eleito pelo Acre.

Ontem, sábado (31.jan.2015), alguns políticos no Congresso argumentavam que a vaga de vice-presidente do Senado ficará sempre com o PT, não importando se vença a disputa Renan ou seu adversário, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC).

A diferença é que nada indica risco de Luiz Henrique perder o cargo por causa da Operação Lava Jato.

Tudo considerado, o PT está apoiando Renan e ao mesmo tempo torcendo, em silêncio, pela desgraça do senador alagoano.

Se esse cenário se confirmar, novamente um petista voltará a presidir o Senado por algum tempo, sem ter sido eleito para a função. Isso já ocorreu uma vez, em 2007 –quando o mesmo Renan, encrencado com um outro escândalo, teve de se licenciar e assumiu por 2 meses o então vice-presidente, Tião Viana (PT-AC), irmão de Jorge Viana.

Aliás, o Acre bateria um recorde: em menos de 10 anos, dois acrianos petistas (da mesma família) estariam nesse cenário ocupando a presidência do Senado.

Observação importante: se Renan for reeleito neste 1º.fev.2015 e depois acabar sendo afastado do cargo, é necessária uma nova eleição para presidente do Senado –o PMDB ainda seria a maior bancada e poderia, em tese, indicar o substituto. Mas esse processo sempre demora um pouco, o cenário muda e o PT é a legenda que comandaria tudo no meio da tempestade. E na política, quando placas tectônicas se movem, o imprevisto pode acontecer. Até um petista ficar em definitivo no comando da Casa.

O blog está no FacebookTwitter e Google+.


PMDB marca reunião no Senado para definir candidato a presidente da Casa
Comentários Comente

Fernando Rodrigues

Encontro na 6ª feira decidirá se Renan ou Luiz Henrique representará a legenda

Renan e Luiz Henrique conversam durante votação no Senado em 2011

Renan (dir.) e Luiz Henrique conversam durante votação no Senado em 2011

O PMDB definiu que fará uma reunião de sua bancada de 19 senadores nesta 6ª feira (30.jan.2015), às 17h, na Liderança do partido no Senado.

A pauta será:

1)    Definir quem será o candidato da legenda a presidente do Senado para comandar a Casa nos próximos 2 anos;

2)    Escolher quem será o líder do partido no mesmo período.

O atual líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE) já iniciou a convocação dos 19 senadores da legenda que terão mandato a partir de 1º de fevereiro.

No momento, não há ainda um candidato definido para a Presidência da Casa. Há 2 possibilidades se desenhando. O atual presidente, Renan Calheiros (AL), buscar a reeleição, e Luiz Henrique (SC) confirmar sua candidatura.

Renan e seus aliados têm como estratégia usar a reunião desta 6ª feira para tentar constranger Luiz Henrique a desistir da disputa. Em teoria, dos 19 votos da bancada do PMDB, 14 seriam a favor de Renan e 5, de Luiz Henrique.

Além do próprio Luiz Henrique, outros 2 entusiastas de sua candidatura são Ricardo Ferraço (ES) e Waldemir Moka (MS).

O regimento do Senado determina que a maior bancada, no caso, a do PMDB, indique o presidente da Casa. No entanto, não há nenhuma regra que impeça um candidato sem apoio da maioria da bancada, como seria Luiz Henrique, de se registrar na disputa. A eleição ocorre no domingo (1º.fev.2015).

O blog está no FacebookTwitter e Google+.


Renan força disputa com Luiz Henrique dentro da bancada do PMDB
Comentários Comente

Fernando Rodrigues

Atual presidente do Senado quer o partido decidindo internamente quem vai  presidir a Casa

Por enquanto, peemedebista Luiz Henrique não respondeu se pretende aceitar o desafio

Senadores Luiz Henrique (PMDB-SC) e Renan Calheiros (PMDB-AL) disputam a Presidência do Senado

Senadores Luiz Henrique (PMDB-SC) e Renan Calheiros (PMDB-AL) disputam Presidência do Senado

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acaba de soltar uma nota na qual implicitamente força o seu colega de partido Luiz Henrique (senador peemedebista por Santa Catarina) a disputar internamente na legenda a indicação de quem será o candidato a presidir a Casa nos próximos 2 anos.

A escolha será no domingo (1º.fev.2015), às 15h, em votação secreta. Por enquanto, Renan Calheiros estava surgindo como candidato único. Seria reeleito sem maiores dificuldades.

Agora, apareceu o concorrente Luiz Henrique.

Renan e Luiz Henrique tiveram uma reunião na manhã de hoje (28.fev.2015). A conversa foi amena, mas bem direta. Luiz Henrique informou a Renan que tinha apoio de senadores do PSDB e do DEM, as duas principais siglas de oposição ao governo federal. Renan argumentou que a decisão do PMDB em eleições passadas sempre foi por meio de uma indicação de candidato dentro da bancada. O presidente do Senado soltou uma nota, por meio de sua assessoria de imprensa, na qual diz o seguinte:

O senador Renan Calheiros ponderou ao senador Luiz Henrique da Silveira que a indicação do nome para disputar a presidente do Senado Federal é feita pela maior bancada de modo a não violar a proporcionalidade e o regimento“.

O senador Renan Calheiros entende, e assim expressou ao senador Luiz Henrique, que o nome a ser apoiado deverá ser aquele que for escolhido pela maioria dos 19 senadores do PMDB”.

As candidaturas de Renan e de Luiz Henrique se escoram em estratégias distintas.

Renan vai pela institucionalidade, pelo cumprimento de acordos políticos firmados ao longo de anos e pela tradição de a maior bancada indicar quem deve ser o presidente do Senado.

Luiz Henrique lida com o sentimento difuso por mudanças que tomou conta da política nos últimos anos. Pretende fazer um caminho “por fora” da ortodoxia dos acordos firmados no Congresso, tentando obter apoios avulsos.

O Blog apurou que, no momento, Luiz Henrique teria hoje garantidos apenas 5 dos 19 votos da bancada do PMDB. Por essa razão prefere não levar o assunto para uma decisão formal entre seus colegas de partido.

O Senado tem 81 senadores. Para presidir a Casa é necessário ter a metade mais um do total de votos, pelo menos.

Nunca um candidato de oposição ao establishment venceu a disputa para presidir a Casa –diferentemente da Câmara, onde já foram vitoriosos vários nomes considerados improváveis.

Luiz Henrique foi presidente nacional do PMDB. Foi governador de Santa Catarina. É um nome histórico da legenda. Não está claro, entretanto, se até domingo (1º.jan.2015) terá condições de fazer maioria dentro do plenário do Senado para vencer a disputa.

No momento, Luiz Henrique passa por um constrangimento: como poderá explicar que não tem maioria dentro de seu próprio partido.

O blog está no Google+, Twitter e Facebook.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>