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Governo mineiro mente sobre contas de luz, diz comercial de Dilma na TV
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Fernando Rodrigues

Dilma Rousseff manda Ministério de Minas e Energia rebater Cemig

Estatal mineira havia culpado governo federal por aumento de conta de luz

Agora, comercial de 1 minuto rebate: “É falsa a afirmação da Cemig”

A presidente Dilma Rousseff reagiu e autorizou a veiculação de um comercial de um minuto na TV rebatendo um ataque do governo de Minas Gerais.

Como informou o Blog, na última 2ª feira (14.abr.2014), a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) colocou no ar uma campanha publicitária culpando o governo federal pelo aumento da tarifa de luz cobrada no Estado.

No comercial mineiro, um apresentador diz: “A tarifa da Cemig não é decidida pela Cemig”. Quem define, diz ele, “é um órgão do governo federal, a Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], que fica lá em Brasília”. E segue: “E o governo federal, por meio da Aneel, acaba de determinar um reajuste da nossa conta de energia elétrica da ordem de 14%”.

Agora, na noite desta 4ª feira (16.abr.2014), o Ministério de Minas e Energia começa a veicular uma propaganda de um minuto na qual fala que a estatal mineira mentiu. “É falsa a afirmação da Cemig de que o reajuste na conta de luz dos mineiros é decidido pelo governo federal”, diz um locutor.

Eis o filme:


 

Como a inflação será um tema recorrente deste ano eleitoral, “o caso Cemig” apenas antecipa uma discussão da campanha.

De um lado estará a presidente Dilma Rousseff, do PT, que tenta a reeleição e vai argumentar ter segurado os aumentos nas contas de luz.

Do outro lado, alguns adversários dirão o contrário. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) é o principal candidato de oposição. Ele governou os mineiros por 8 anos e seu grupo ainda domina o Estado. A propaganda da Cemig é uma forma de jogar nas costas do governo federal a culpa pelo aumento nas tarifas de energia.

No comercial de Dilma Rousseff agora no ar, o governo federal rebate da seguinte maneira: “Na verdade, a Cemig pediu à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) um reajuste de 29,74% nas contas de luz dos consumidores mineiros. A Aneel autorizou 14,24%. Ressalte-se que este é o índice máximo. O reajuste nas contas de luz pode ser menor por decisão da Cemig e do governo mineiro”.

A propaganda dilmista poderia parar por aí. Mas vai além: “Hoje, grande parte dos consumidores mineiros paga uma alíquota de até 30% de ICMS na sua tarifa de energia, o maior índice do país. E foi a ação do governo federal que fez com que, no ano passado, os consumidores de todo o país tivessem uma redução média de 20,2% no valor da conta de luz”.

Alguns petistas comemoraram que esse episódio esteja acontecendo no momento em que o tucano Aécio Neves tem criticado o governo petista por aparelhar o Estado. O Blog ouviu: “Mas ele [Aécio] aparelhou o Estado de Minas Gerais para fazer uma propaganda falsa sobre como as contas de luz são reajustadas”.

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A imagem trincada
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Fernando Rodrigues

BRASÍLIA – A presidente da Petrobras, Graça Foster, fez um depoimento sóbrio ontem no Senado. Falou sobre as péssimas transações realizadas pela estatal. Reconheceu que a compra de uma refinaria nos EUA “não foi um bom negócio”. Leia mais (para assinantes do UOL e da Folha).


Cemig, estatal de luz de MG, faz anúncio na TV com ataque ao governo Dilma
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Fernando Rodrigues

Com verbas publicitárias do governo tucano, empresa credita ao governo federal o aumento da tarifa de luz

A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) está com uma ampla campanha na TV na qual culpa o governo federal pelo aumento da tarifa de luz cobrada no Estado.

No comercial, um apresentador diz: “A tarifa da Cemig não é decidida pela Cemig”. Quem define, diz ele, “é um órgão do governo federal, a Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], que fica lá em Brasília”. E segue: “E o governo federal, por meio da Aneel, acaba de determinar um reajuste da nossa conta de energia elétrica da ordem de 14%”.

Eis o vídeo:


 

Ou seja, trata-se do governo do PSDB de Minas Gerais (origem do pré-candidato tucano a presidente da República, Aécio Neves) culpando na TV o governo federal (da petista Dilma Rousseff) pelo aumento nas contas de luz que os mineiros passarão a pagar.

Ocorre que a própria Cemig havia apresentado uma planilha de custos para a Aneel na qual sugere um reajuste nas tarifas de energia de até 29%.

O PT mineiro reagiu por meio de uma nota assinada pelo presidente da legenda no Estado, o deputado federal Odair Cunha. Ele acusa o governo mineiro de “reiteradas tentativas de enganar a população com falsas propagandas”.

Esse episódio em Minas Gerais mostra um aperitivo de como será o nível da campanha eleitoral deste ano. Muitas acusações de todos os lados. Neste caso de Minas Gerais, chama a atenção o fato de o governo local usar verbas publicitárias do Estado para jogar a responsabilidade pelo problema energético do país nas costas da administração petista federal.

A Cemig, por meio de nota, diz que a propaganda em nenhum momento “afronta ou desrespeita” o governo federal e que seu objetivo é informar aos consumidores a competência de cada ente no reajuste da tarifa.

A estatal mineira também afirma que a diferença entre o reajuste solicitado e o concedido deve-se à mudança da projeção de arrecadação na Conta de Desenvolvimento Energético-CDE, estipulada pela Aneel. Segundo a Cemig, antes de definir o reajuste, a Aneel reduziu o valor de arrecadação estimado de R$ 638 milhões para R$ 190 milhões, aliviando o impacto na tarifa. Além disso, a Cemig alega que a Aneel projeta que o preço da energia vá cair no curto prazo.

(Texto atualizado às 20h30)

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Poder e Política na semana – 14 a 20.abr.2014
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Fernando Rodrigues

Nesta semana, Eduardo Campos confirma Marina Silva como vice na sua chapa e governo e oposição duelam no Congresso sobre a CPI da Petrobras.

A presidente Dilma Rousseff vai a Pernambuco nesta 2ª feira para inaugurar navio petroleiro, em cerimônia no Porto de Suape. A data foi escolhida a dedo. Também nesta 2ª feira, Eduardo Campos confirma Marina Silva como vice na sua chapa em evento em Brasília. O objetivo de Dilma é reduzir o espaço na mídia pernambucana para Eduardo.

Na mesma data, o tucano Aécio Neves viaja à Bahia para anúncio da pré-candidatura de Paulo Souto (DEM) ao governo estadual. O PMDB, da base do governo Dilma, apoiará o oposicionista Souto.

Na 3ª feira, Dilma vai ao Rio inaugurar fábrica de automóveis em Rezende e entregar unidades do “Minha Casa, Minha Vida” em São Gonçalo.

Na mesma data, o Congresso terá diversos lances na disputa pela criação da CPI da Petrobras: 1) a presidente da estatal, Graça Foster, fala no Senado sobre as suspeitas envolvendo a empresa; 2) o Senado delibera sobre a criação de uma CPI “x-tudo”, que investigue a Petrobras e as obras do metrô de São Paulo e do Complexo de Suape, em Pernambuco; 3) sessão conjunta do Congresso pode deliberar sobre a criação de mais duas CPIs mistas (compostas por deputados e senadores): uma exclusiva sobre a Petrobras e outra mais ampla. Além disso, na 4ª feira, Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da Petrobras, fala na Câmara sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.

Mas o desfecho sobre a CPI da Petrobras deve ser conhecido somente na semana que vem, quando a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, decidirá se o escopo de uma possível comissão deve ser restrito à Petrobras ou pode incluir outros temas.

A demora deve-se à “gazeta” que os ministros dos tribunais superiores concederam a si mesmos. Na 4ª feira, o Supremo, o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior Eleitoral fecham suas portas para emendar o feriado e só retomam as atividades na 3ª feira da próxima semana.

O Congresso também antecipou o feriado em um dia e estará fechado na 5ª feira. Para os políticos e autoridades, a semana é realmente “santa”.

Eis, a seguir, o drive político da semana. Se tiver algum reparo a fazer ou evento a sugerir, escreva para frpolitica@gmail.com.

 

2ª feira (14.abr.2014)
Dilma em Pernambuco – presidente Dilma Rousseff participa da inauguração do navio petroleiro Dragão do Mar, com capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo, no Porto de Suape, em Pernambuco. Às 15h, inaugura adutora em Serra Talhada.

Eduardo e Marina – Eduardo Campos lança a chapa de sua pré-candidatura à Presidência da República, confirmando Marina Silva na vice. Após, respondem a perguntas enviadas por redes sociais. Às 14h, no Hotel Nacional, em Brasília.

Aécio em Salvador e Rio – Aécio Neves, pré-candidato tucano à Presidência da República, vai à Bahia para anúncio da pré-candidatura de Paulo Souto (DEM) ao governo estadual, às 10h. O PMDB, da base do governo Dilma Rousseff, apoiará Souto. À tarde, Aécio apresenta palestra na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, no Rio.

Padilha em NY – Câmara de Comércio Brasil-EUA promove evento em NY sobre oportunidades de negócios no Brasil. Participam Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de SP, Antonio Patriota, representante do Brasil na ONU, e Murilo Portugal, presidente da Febraban.

Vargas se explica – deputado licenciado André Vargas (PT-PR) presta depoimento à comissão designada por sua legenda para ouvi-lo sobre suas relações com o doleiro Alberto Youssef.

Trabalhadores da Petrobras – Federação Única dos Petroleiros e seus sindicatos promovem ato em defesa de uma Petrobras “pública” contra “ataques” que tentam “desmoralizar a gestão estatal” da empresa. Às 11h, em frente à sede da empresa, no Rio.

Randolfe no Rio – senador Randolfe Rodrigues, pré-candidato do PSOL à Presidência da República, comanda seminário para elaboração de programa de governo sobre segurança pública e direitos humanos. Com os deputados federais Chico Alencar e Jean Wyllys e o deputado estadual Marcelo Freixo. Às 18h30, no salão nobre do IFCS, na UFRJ.

Lindbergh e Temporão – senador Lindbergh Farias e o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão participam de debate sobre “Poder e Governos Locais”. Às 20h, no Teatro Casa Grande.

Lista de filiados – prazo limite para que os partidos encaminhem ao Tribunal Superior Eleitoral a relação atualizada de seus filiados aptos a concorrerem nas eleições de outubro.

PSD e maconha – legenda promove debate sobre descriminalização da maconha com o secretário nacional de políticas sobre Drogas, Vitore Maximiano, Alda Marco Antonio, ex-vice-prefeita da cidade de SP, e Januário Montone, ex-secretário municipal de Saúde de SP na gestão de Gilberto Kassab. Às 19h, com transmissão ao vivo e aberto a perguntas enviadas pela internet.

Jornalismo de dados – Associação Nacional de Jornais e Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, com o apoio do Google, promovem curso online “Introdução à Visualização de Dados e Infografia”. As aulas terminam em 12.mai.2014.

Inflação – FGV divulga resultados do IGP-10

 

3ª feira (15.abr.2014)
Dilma no Rio – presidente Dilma Rousseff inaugura fábrica da Nissan em Resende, às 10h. Depois, participa de formatura de alunos do Pronatec e entrega unidades do “Minha Casa, Minha Vida” em São Gonçalo.

Foster no Senado – Graça Foster, presidente da Petrobras, fala em audiência conjunta no  Senado sobre as suspeitas envolvendo a gestão da estatal. Seu depoimento tem o objetivo de esfriar a pressão pela criação da CPI da Petrobras.

CPI da Petrobras – plenário do Senado delibera sobre a criação de uma CPI na Casa que investigue as suspeitas contra a Petrobras e outros temas como as obras do metrô de São Paulo e do Complexo de Suape, em Pernambuco, apelidada de CPI “x-tudo”. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado já aprovou parecer favorável nesse sentido.

Também devem ser lidos, em sessão conjunta do Congresso às 19h, os requerimentos pela criação de mais duas CPIs, dessa vez mistas (compostas por deputados e senadores): uma exclusiva sobre a Petrobras e outra mais ampla. O governo trabalha para que nenhuma CPI seja criada, ou apenas a CPI “x-tudo”, e conta com o apoio do presidente do Congresso, Renan Calheiros.

O desfecho da tentativa de criar a CPI da Petrobras deve ser conhecido somente na semana que vem. A ministra do STF Rosa Weber, provocada por dois mandados de segurança, um de congressistas da oposição e outro de governistas, decide após a Páscoa se o escopo de uma possível CPI deve ser restrito à Petrobras ou pode incluir outros temas. Renan Calheiros terá 2 dias para responder ao Supremo sobre o tema, contados após sua notificação, que pode ocorrer nesta 2ª feira (14.abr.2014), mas o Tribunal estará fechado após 3ª feira (15.abr).

Vetos de Dilma – sessão do Congresso Nacional analisa 12 vetos da presidente Dilma Rousseff a projetos de lei. O principal veto derrubou projeto que permitia a criação de novos municípios.

Campos em SP – Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência da República, se muda para a capital paulista, de onde pretende coordenar a sua campanha.

Marco Civil – Senado realiza audiência pública sobre o projeto do Marco Civil da Internet, já aprovado na Câmara. O governo pressiona pela aprovação rápida do texto para apresentá-lo em fórum global sobre governança na internet que ocorre em SP em 23.abr.2014. Com transmissão ao vivo e aberta para o envio de perguntas pela internet.

Emendas – último dia para que o governo federal se posicione sobre os projetos técnicos das emendas parlamentares ao Orçamento de 2014. O governo precisa aprovar, rejeitar ou pedir ajustes aos projetos, a serem concluídos no prazo de 10 dias.

Orçamento – data limite para o Executivo enviar ao Congresso o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2015.

Violência sexual – Senado promove audiência pública sobre estupros de mulheres. Participam Marcelo Neri, presidente do Ipea, Nana Queiroz, idealizadora da campanha “Eu não mereço ser estuprada”, e representantes do governo. Com transmissão ao vivo e envio de perguntas pela internet.

Rádio e TV digital – entidades promovem seminário sobre a digitalização do rádio e da televisão, preparatório para o Fórum Brasil de Comunicação Pública 2014. No Interlegis, em Brasília.

Itaquerão – prazo limite estipulado pela Fifa para a inauguração do Itaquerão.

Comércio – IBGE apresenta resultados da Pesquisa Mensal de Comércio.

PSDB na TV – legenda tem 5 minutos de propaganda em rádio e televisão, divididos em inserções de 30 segundos ou 1 minuto.

 

4ª feira (16.abr.2014)
Conselhão reunido – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social promove reunião plenária de seus membros. O tema é mobilidade urbana. Com a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Às 10h, no Palácio do Planalto.

“Gazeta” nos tribunais – Supremo Tribunal Federal não terá expediente a partir desta data e retorna na próxima 3ª feira (21.abr.2014). Não haverá sessões de julgamento nesta semana e os prazos processuais ficarão suspensos no período. O Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior Eleitoral também cancelaram suas sessões desta semana.

Aécio em Mato Grosso – Aécio Neves participa da feira de agronegócios Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis.

Cerveró na Câmara – Nestor Cerveró (foto), ex-diretor internacional da Petrobras, fala à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. Às 11 horas.

Leo Pinheiro/Valor - 4.dez.2003

Lucros no exterior – prazo limite para o Senado votar a medida provisória 627, que muda a forma de cobrança de tributos sobre os lucros de empresas brasileiras instaladas no exterior. A MP perde a validade em 21.abr.2014 e esta é a última sessão do Senado antes dessa data.

Saúde de Genoino – junta de 5 médicos reúne-se na Universidade de Brasília para avaliar o quadro de saúde do ex-deputado José Genoino (PT-SP) e enviar parecer ao Supremo Tribunal Federal. O resultado deve definir se ele continua cumprindo sua pena pela condenação no mensalão em casa ou se deve voltar para a prisão.

Comando da CBF – Confederação Brasileira de Futebol escolhe seu novo presidente. Deve ser eleito Marco Polo Del Nero, candidato do atual presidente José Maria Marin. Del Nero assume o cargo apenas em 2015.

Santa Casa de SP – entidade que movimentou U$ 1,2 bilhão no ano passado elege seu novo presidente. Na disputa, Kalil Rocha Abdalla, atual presidente, e José Luiz Setúbal, da família fundadora do Banco Itaú.

Diretas Já, 30 anos – em 16.abr.1984, campanha pelas Diretas reunia cerca e 1,5 milhão de pessoas em passeata da Praça da Sé ao Vale do Anhangabaú, no centro de SP.

Serviços – IBGE divulga resultado da sua pesquisa mensal de sobre o setor de serviços.

 

5ª feira (17.abr.2014)
PSDB na TV
– partido veicula propaganda em rede nacional. O programa apresentará os projetos de Aécio Neves quando ele governava Minas Gerais e apontar sinais de “esgotamento” da gestão do PT no governo federal. No rádio das 20h às 20h10; na TV, das 20h30 às 20h40.

Emprego – IBGE divulga resultados de sua pesquisa mensal sobre emprego.

PC do B na TV – legenda tem 5 minutos de propaganda em rádio e televisão, divididos em inserções de 30 segundos ou 1 minuto.

Argélia vota – país africano realiza eleições presidenciais.

 

6ª feira (18.abr.2014)
Aécio em Minas – Aécio Neves participa de cerimônia da Sexta da Paixão em São João Del Rey.

Guerrilha digital – PT realiza evento para treinar sua militância a atuar nas redes sociais para defender os governos de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, apelidado de “Camping Digital”. Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo paulista, participa. Em São Jose dos Campos, até domingo (20.abr.2014).

Ingressos da Copa – Fifa começa a entregar os ingressos da Copa do Mundo. Em SP, o ginásio do Ibirapuera servirá de posto de distribuição dos bilhetes.

 

Sábado (19.abr.2014)
PC do B na TV – legenda tem 5 minutos de propaganda em rádio e televisão, divididos em inserções de 30 segundos ou 1 minuto.

 

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O tranco de 2015
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Fernando Rodrigues

BRASÍLIA – Ninguém sabe quem vai ganhar a eleição presidencial de outubro, mas o senso comum é que 2015 será um ano de ajustes não importando quem esteja no comando do Planalto. “Ajustes”, no caso, é um eufemismo para uma possível recessão visando a consertar os erros na condução da política econômica em anos recentes. Leia mais (para assinantes do UOL e da Folha).


Site próximo ao PT aponta uso de “robôs” por Campos e Aécio na web
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Fernando Rodrigues

Técnica eleva artificialmente a relevância de páginas nas redes sociais

Campos nega prática e afirma que perfil foi atacado; Aécio se diz alvo de calúnias

(texto atualizado às 19h42)

A equipe de comunicação de Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência da República, estaria utilizando perfis falsos nas redes sociais, conhecidos como “robôs”, para aumentar a sua influência, acusou na 4ª feira (9.abr.2014) o “Muda Mais”. Esse site tem registro anônimo no exterior e é comandado por pessoas que trabalham próximas ao PT, segundo apurou o Blog.

A acusação do site pró-PT não pode ser comprovada.

O “Muda Mais” diz ter analisado 4 posts de Campos no Twitter e concluiu que cada um deles havia sido replicado por 5 mil “robôs” diferentes. Também publicou uma lista dos supostos 5 mil “robôs” que teriam replicado os posts de Campos. Nesta 5ª feira (10.abr.2014), o site acusou a campanha do tucano Aécio Neves de também usar “robôs”.

A prática é malvista nas redes sociais pois atribuiu uma falsa aparência de relevância para determinados perfis ou mensagens.

Este pode ser um dos primeiros episódios de ataque virtual em massa na campanha presidencial deste ano. Para desmoralizar um determinado perfil no Twitter, basta inundá-los de retuítes de “robôs”, algo facilmente perceptível.

Este caso envolvendo o uso de “robôs” tem vários aspectos obscuros.

O “Muda Mais” fez a acusação contra Eduardo Campos na tarde do dia 9.abr.2014, por volta de 16h. Ao descrever o uso de “robôs”, o site pró-PT indicou que sua equipe monitora as operações de internet de adversários de Dilma Rousseff.

No final desse mesmo dia 9.abr.2014, a equipe de Eduardo Campos escreveu a respeito do caso dos perfis falsos em suas páginas no Facebook e no Twitter. Afirmou que condenava “veementemente” o uso de “robôs” nas redes sociais. Como essa postagem se deu por volta de 19h, parecia ser uma resposta à acusação do “Muda Mais”.

Ocorre que bem antes disso, conforme pode comprovar o Blog, a própria equipe de Campos havia enviado uma notificação ao Twitter na qual relatava ter detectado uma enxurrada de retuítes feitos por perfis fakes/”robôs”, todos com zero seguidor. O mesmo procedimento também foi registrado contra o perfil da Marina Silva.

As postagens de Campos e de Marina começaram a ser afetadas por “robôs” a partir do início de abril.

A campanha de Campos também afirmou que o suposto ataque “dificilmente se trata de coincidência, visto que o mesmo aconteceu com o perfil de Marina Silva”, mas não apontou quem teria sido o autor.

Em nota à imprensa, a campanha de Aécio não nega explicitamente o uso de “robôs”, mas diz ser alvo de calúnias de uma “rede clandestina” a serviço do PT.

Abaixo, reprodução da acusação do “Muda Mais” e a postagem de Campos.

 

mudamais

 

eduardo

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Reajuste de preço controlado deve diluir-se em até 3 anos, diz Coutinho
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Fernando Rodrigues

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirma que o represamento das tarifas e de preços controlados pelo governo será resolvido com a diluição de reajustes ao longo de dois ou três anos. Isso evitaria que tudo se concentrasse em 2015, com alto impacto inflacionário.

Nos últimos anos, o governo tem segurado os reajustes de preços que controla. É uma forma de evitar uma disparada da inflação. Empresas e analistas econômicos acreditam que essa política seria suspensa depois de outubro, quando haverá eleição presidencial. Coutinho diz não ser essa a melhor opção.

“Esse processo pode ser diluído em um tempo. Precisamos primeiro aquilatar qual é o real represamento de alguns preços. É um processo que precisa ser feito com devida organização”, argumentou o presidente do BNDES em entrevista ao programa Poder e Política, do UOL e da “Folha”, ressalvando essa não ser a sua área.

O assunto foi tratado quando ele falava do nível de investimentos no país. Como empresas do setor de infraestrutura dependem da política de reajuste de preços administrados pelo governo, a atual de contenção de tarifas terá um impacto nesse setor? Investimentos novos, responde o presidente do BNDES, têm um “período de maturação” de dois a três anos. “Quando o investimento estiver entrando em operação, as coisas já estarão resolvidas”.

Mas e uma empresa já em funcionamento e atuando hoje com o preço defasado? Aí serão usadas “outras ferramentas” para “estimular os investimentos”. Coutinho não quis detalhar quais seriam esses mecanismos, mas a principal forma de atuação do banco é concedendo empréstimos.

O presidente do BNDES esteve ontem [9.abr.2014] em Brasília, entre outros motivos, para um café da manhã com congressistas do Nordeste. Um dos temas do encontro foi o nível de investimentos do banco na região. Na noite anterior, os deputados haviam aprovado um dispositivo dentro de uma medida provisória determinando que 35% dos recursos da instituição terão de ser aplicados no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O governo é contra esse engessamento. “O essencial é ter uma estratégia de longo prazo, não é carimbar recursos”, declara Coutinho. Se a regra for ratificada pelo Senado, ele defenderá um veto presidencial.

Como já havia dito em outras oportunidades, encerrou-se o ciclo de apoiar “campeões nacionais” –os grandes grupos empresariais que receberam apoio financeiro para crescer e se internacionalizar. Foram criados gigantes na área de alimentos e agricultura, entre outros. O modelo acabou “por falta de opção”, pois o Brasil não dispõe “em outros setores de um conjunto de grandes empresas capacitadas e competitivas a se tornarem atores globais”.

Como este será um ano de ajustes e aperto monetário no governo, o BNDES espera receber menos recursos do Tesouro. Por essa razão, prepara-se para reforçar seu caixa captando no mercado. Uma consequência será oferecer empréstimos cobrando juros mais altos.

Outra fonte possível de dinheiro para o banco é vender ações de sua carteira. Há uma decisão de reciclar os papéis quando o mercado estiver num momento de maior recuperação.

Sobre a política de conteúdo nacional mínimo exigido em grandes projetos, Coutinho diz ser possível fazer um ajuste “circunstancial” quando necessário. Mas não há sinal de que essa diretriz será abandonada. A exceção seria usada apenas em casos específicos, quando for constatado que é necessário acelerar algum setor de infraestrutura.

Coutinho é pernambucano, tem 68 anos e está no comando do BNDES desde 2007. É economista de formação e deu aulas para Dilma Rousseff nos anos 1980, na Unicamp.

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Entrevista de Lula não teve o efeito que o petista desejava
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Fernando Rodrigues

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma entrevista para blogueiros convidados na terça-feira (8.abr.2014). O objetivo principal seria debelar o movimento de bastidores “volta, Lula”.

O efeito prático foi diverso e diferente do que o desejado pelo petista.

O “volta, Lula” continua onde sempre esteve. Não recuou nada.

Na entrevista, o ex-presidente parecia estar dando ordens para Dilma Rousseff e para o PT.

Ao PT, recomendou ir “para cima” e fazer uma luta política contra a CPI da Petrobras no Congresso.

Passou um sabão público no deputado federal André Vargas (PT-PR), ameaçado de cassação.

Para terminar, Lula fez recomendações explícitas sobre como Dilma deve conduzir o país: “Nós poderíamos estar melhor, e a Dilma vai ter que dizer isso na campanha claramente: como é que a gente vai melhorar a economia brasileira”.

Se é necessário “melhorar a economia brasileira”… as coisas não estão tão bem como sempre falam Dilma e sua equipe econômica.

Enfim, Lula foi mais Lula do que nunca. Deu ordens para todos os lados, inclusive para Dilma e para o PT. Continua tutelando a presidente da República e o partido.

Eis as imagens das primeiras páginas de 3 jornais hoje, repercutindo a entrevista de Lula a blogueiros convidados (clique nas imagens para ampliá-las):

1-Folha-primeira-pagina-09abr2014

2-Globo-primeira-pagina-09abr2014

3-Estadao-primeira-pagina-09abr2014

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A explicação na política
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Fernando Rodrigues

BRASÍLIA - O ditado vale para muitas situações, mas na política é ainda mais preciso: “Tudo que tem de ser explicado não é bom”.  Leia mais (para assinantes do UOL e da Folha).


André Vargas já perdeu prazo para renunciar
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Fernando Rodrigues

Com a Lei da Ficha Limpa, prazo se esgota na apresentação do pedido de abertura de processo

Renúncia agora é inócua para o petista e só ajudaria ao Planalto, que já abandonou o deputado

Investigação pode se arrastar por 90 dias e acabar contaminando o processo eleitoral

Sérgio Lima/Folhapress - 12.fev.2014

O deputado federal e vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), não terá mais benefícios se renunciar nesta quarta-feira (9.abr.2014).

Havia no Congresso uma interpretação equivocada de alguns políticos a respeito desse prazo.

No passado, um deputado ou senador podia apresentar seu ato de renúncia até o minuto anterior à abertura formal do processo no Conselho de Ética. Depois da renúncia, o político ficaria livre para se candidatar na eleição seguinte. Agora, depois da Lei da Ficha Limpa, o prazo passou a se encerrar no momento em que é protocolado o pedido de abertura de processo de investigação. Ou seja, André Vargas não ganha nada se renunciar agora: fica inelegível do mesmo jeito.

Isso está bem claro na alínea K do inciso I do artigo 1º da Lei Complementar 135 (o Blog negritou os trechos que se referem a deputados e a senadores):

“Art. 1º São inelegíveis:
(…)
“Inciso I”
“k) o Presidente da República, o Governador de Estado e do Distrito Federal, o Prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, [são inelegíveis] para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término da legislatura”.

Até o final da noite de terça-feira (8.abr.2014), Vargas não estava propenso a renunciar. Dizia que o processo no Conselho de Ética seria a oportunidade única que terá para se defender e se explicar sobre sua relação com o doleiro Alberto Youssef. O petista falava claramente que estava ciente do disposto na Lei da Ficha Limpa –ou seja, que não teria benefício agora se abandonasse de uma vez o mandato.

Além disso, o Vargas está chateado com a forma que tem sido tratado por parte da cúpula do PT. Ficou especialmente decepcionado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que o PT pagará o pato por causa do deputado.

Em resumo, se depender de André Vargas, esse caso pode se prolongar por algum tempo dentro do Conselho de Ética da Câmara, instância que terá 90 dias para analisar o assunto. Se demorar tudo isso, certamente há risco de alguma contaminação do processo eleitoral. Como declarou Lula, o PT poderá “pagar o pato”.

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