Blog do Fernando Rodrigues

Aécio recebeu menos perguntas e ficou em posição secundária no debate
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Fernando Rodrigues

Junior Lago/UOL

Diante das regras do debate desta segunda-feira (1°.set.2014) entre os candidatos a presidente da República, que permitiam a alguns candidatos serem mais ou menos alvo de perguntas, Aécio Neves, do PSDB, acabou recebendo menos questões que Marina Silva, do PSB, e Dilma Rousseff, do PT.

Aécio Neves respondeu a um total de 3 perguntas. Dilma e Marina responderam, cada uma, a 4 perguntas. Isso deixou o tucano em uma posição secundária, o que reflete em certa medida as últimas pesquisas de intenção de voto.

O tucano também, em determinado momento, acabou fazendo uma aliança tácita com o microcandidato Levy Fidelix, do PRTB, quando trocaram perguntas e respostas sem se atacar, o que o nivelou por baixo da polarização principal no momento, que é entre Marina e Dilma.

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Economia domina 1° bloco do debate dos candidatos a presidente
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Fernando Rodrigues

A economia brasileira foi tema de 3 das 7 perguntas realizadas na 1ª fase do debate entre os candidatos a presidente da República, realizado nesta 2ª feira (1°.set.2014) pelo UOL, “Folha”, SBT e rádio Jovem Pan.

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, perguntou a Marina Silva de onde ela tiraria o dinheiro necessário para realizar as promessas do seu programa de governo, estimadas em R$ 140 bilhões. Marina respondeu que os recursos viriam da maior eficiência nos gastos do governo e de uma reforma do sistema tributário. Na réplica, Dilma disse que Marina “falou, falou e não respondeu à pergunta”.

Levy Fidelix, candidato pelo PRTB, perguntou a Luciana Genro, do PSOL, quais eram as suas propostas para reduzir o gasto de recursos públicos com o pagamento de juros. Luciana respondeu que enfrentará os interesses dos bancos e criticou a política de superávit primário, que economiza parcela do orçamento público. Ela prometeu realizar uma auditoria da dívida pública e cobrar mais impostos de quem é mais rico. Para Luciana, Dilma, Aécio e Marina seriam “3 irmãos siameses” que não atacarão a “raiz do problema” em relação ao tema.

Aécio Neves, candidato do PSDB, questionou Eduardo Jorge, do PV, se a política econômica do governo federal havia fracassado no mandato da presidente Dilma Rousseff. Eduardo respondeu que sim e criticou o atual patamar da taxa Selic, que ele denominou “bolsa Selic” e seria utilizada para transferir recursos aos que têm títulos da dívida pública.

Também foram elaboradas 1 pergunta sobre a situação das penitenciárias, 1 sobre fator previdenciário, 1 sobre saneamento básico e 1 sobre segurança pública.

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Candidatos têm medo de mim e não perguntam nada, diz Luciana Genro
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Fernando Rodrigues

Candidata do PSOL foi a primeira a chegar ao debate entre os presidenciáveis desta segunda-feira

Bruno Lupion/UOL

A gaúcha Luciana Genro, do PSOL, foi a primeira candidata a chegar ao debate entre os presidenciáveis que o UOL, a “Folha”, o SBT e a rádio Jovem Pan realizam nesta 2ª feira (1°.set.2014). Ela disse que os demais postulantes ao Palácio do Planalto “têm medo” de lhe dirigir perguntas, pois sabem que ouvirão respostas incisivas e críticas a seus programas de governo.

No primeiro debate entre os candidatos a presidente, realizado na última 3ª feira (26.ago.2014) pela TV Bandeirantes, Luciana reclamou ao âncora, Ricardo Boechat, que seus concorrentes não dirigiam perguntas a ela. “Eles têm medo de mim, não perguntam pois sabem que cobrarei pontos programáticos deles”, diz.

Luciana sinalizou que pretende questionar Marina Silva, candidata do PSB, sobre o recuo em seu programa de governo no tópico dos direitos LGBT. O primeiro programa marinista divulgado ao público trazia propostas como a defesa de um projeto de lei para permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a criminalização da homofobia. No dia seguinte, o PSB divulgou um “errata” dizendo que essas propostas, na verdade, não integravam a plataforma marinista.

“Não fiquei surpresa com o recuso da Marina, surpresa foi ver o programa de governo dela defendendo essas propostas”, disse Luciana. Segundo ela, desde 2010 Marina e a presidente Dilma Rousseff vêm adotando um discurso contra leis mais liberais no campo dos costumes.

(Bruno Lupion)

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PSB sinaliza com bancada de 8 senadores em 2015 e encosta no PSDB
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Fernando Rodrigues

Partido de Marina Silva tem chance de dobrar bancada atual

Pessebistas ficarão perto dos tucanos, que terão até 11 cadeiras

O PSB, partido de Marina Silva, está com 4 candidatos favoritos para disputas de vagas ao Senado e pode começar 2015 com 8 cadeiras. O número parece modesto, mas dará aos pessebistas a maior bancada de sua história e a quarta maior do Senado.

Se as pesquisas de intenção de voto se confirmarem nas urnas, o PSB e seus 8 senadores ficarão muito próximos, em tamanho, da bancada do PSDB. Os tucanos terão até 11 senadores a partir de 2015.

De acordo com as projeções mais otimistas –que nunca se confirmam por completo–, os dois maiores partidos no Senado devem continuar a ser o PT e o PMDB.

No caso do PMDB, na melhor hipótese possível, a bancada de 2015 terá 18 senadores. Ou seja, um a menos do que os 19 atuais.

Já o PT, que hoje conta com 13 cadeiras no Senado, terá (também na hipótese mais otimista, segundo as atuais pesquisas), até 14 vagas.

O que as pesquisas eleitorais mostram, em síntese, é que o Senado continuará sendo uma Casa muito fragmentada. As 81 cadeiras são hoje divididas entre 16 agremiações. Em 2015 essa pulverização deve ser mantida (em número de siglas) e um pouco ampliada (na divisão das cadeiras).

As 3 siglas com mais vagas hoje (PMDB, PT e PSDB) somam 44 vagas. As pesquisas indicam que esse número deve cair para 43. A exceção mais significativa é o PSB, que deve pular de 4 para 8 senadores em 2015.

Não existem pesquisas a respeito de projeções para a composição da Câmara dos Deputados a partir de 2015. Mas se o PSB confirmar o avanço no Senado, a siga está se qualificando para ocupar o espaço que durante muitos anos foi cativo do PSDB, como principal agremiação de oposição ao PT.

A composição do Senado é vital para definir quem será o novo presidente da Casa —hoje é Renan Calheiros (PMDB-AL). Há uma tradição segundo a qual a legenda com a maior bancada indica o presidente.

Eduardo Campos, que morreu em 13.ago.2014, havia prometido que não faria um governo, se eleito presidente, tendo Renan Calheiros como aliado. Essa promessa está mantida por Marina Silva.

Para cumprir tal modelo político, caso seja vitoriosa nesta eleição, Marina terá de montar um bloco de partidos aliados no Senado que seja majoritário na Casa. A projeção de bancadas em 2015 para PSB, PSDB e DEM, somadas, é de 23 cadeiras. Com a adesão de mais alguns partidos médios e pequenos, não é impossível que o PMDB perca a precedência e o comando do Senado no ano que vem.

Eis, a seguir, um quadro com as projeções de bancadas em 2015 a partir de pesquisas compiladas pelo Blog:

Arte

Para calcular as possíveis bancadas em 2015, o Blog considerou os candidatos ao Senado que estão em 1º lugar isolados nas pesquisas e também os que aparecem à frente, mas empatados na margem de erro com um ou mais adversários.

É claro que nem todas as pesquisas vão se confirmar nas urnas. No caso do PSB, entretanto, seus 4 candidatos favoritos estão todos isolados em primeiro lugar, sem nenhuma situação de empate técnico com os demais adversários.

Eis como está a disputa nas 27 unidades da Federação, segundo as últimas pesquisas disponíveis:

Arte

Este Blog mantém a mais completa página de pesquisas eleitorais da internet brasileira, com levantamentos de todos os institutos desde o ano 2000. É possível consultar os cenários do 1º turno de 2014 para as disputas de presidente, governador e senador e do 2° turno de 2014 para presidente e governador.

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Poder e Política na semana – 1° a 7.set.2014
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Fernando Rodrigues

Nesta semana, os candidatos a presidente participam de debate ao vivo e o Congresso realiza o último esforço concentrado de votações antes das eleições.

O UOL, a “Folha”, o SBT e a rádio Jovem Pan realizam nesta 2ª feira, às 17h45, debate com os candidatos a presidente da República.

A presidente Dilma Rousseff não divulgou outras agendas oficiais e de campanha, mas ela pode participar, na 5ª feira, de ato político no Recife com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Armando Monteiro, candidato do PTB ao governo de Pernambuco. Dilma também é esperada para uma plenária de Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de SP, com mulheres no sábado, na capital paulista.

Marina Silva, candidata do PSB a presidente, é entrevistada pelo Jornal da Globo nesta 2ª feira. Na 3ª feira, concede entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”. Na 5ª feira, faz campanha em Porto Alegre e visita uma feira agropecuária em Esteio (RS).

Aécio Neves, candidato do PSDB a presidente, vai ao Senado na 3ª feira. Na 4ª feira, faz campanha na capital paulista. Na 5ª feira, estará em Belo Horizonte e Uberlândia (MG). Na 6ª feira, o tucano faz campanha em Porto Alegre e Cascavel (PR).

O Ibope divulga resultados de pesquisas estaduais na 3ª feira e presidencial, na 4ª feira. O Datafolha também divulga, a partir de 4ª feira, pesquisa presidencial e sobre as disputas estaduais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Ceará.

Os deputados e senadores estarão em Brasília a partir de 3ª feira para o último esforço concentrado de votação antes das eleições.

Na 4ª feira, o Copom (Comitê de Política Monetária) divulga a nova taxa básica de juros, a Selic, hoje em 11%. A expectativa é de manutenção da taxa no mesmo patamar.

O ministro Francisco Falcão toma posse na 2ª feira como presidente do Superior Tribunal de Justiça.

Também a partir de 2ª feira, cerca de 400 entidades civis organizam “plebiscito popular” com o objetivo de coletar assinaturas por uma assembleia nacional constituinte para fazer a reforma política.

Eis, a seguir, o drive político da semana. Se tiver algum reparo a fazer ou evento a sugerir, escreva para frpolitica@gmail.com. Atenção: esta agenda é uma previsão. Os eventos podem ser cancelados ou alterados.

 

2ª feira (1°.set.2014)
Debate com presidenciáveis – UOL, “Folha”, SBT e rádio Jovem Pan realizam debate com os candidatos a presidente da República. Em SP, com transmissão ao vivo, a partir das 17h45.

Campanha de Dilma – coordenadores de comunicação da campanha de Dilma Rousseff nos Estados reúnem-se em Brasília. Em pauta, como combater o crescimento de Marina Silva.

Marina no Jornal da Globo – Marina Silva, candidata do PSB a presidente da República, é entrevistada pelo Jornal da Globo.

Reforma política – cerca de 400 entidades civis, incluindo CUT, MST e UNE, organizam “plebiscito popular” com o objetivo de coletar assinaturas por uma assembleia nacional constituinte para fazer a reforma política. O movimento quer alcançar 10 milhões de pessoas. Até domingo (7.set.2014)

Comando do STJ – ministro Francisco Falcão (foto) toma posse como presidente do Superior Tribunal de Justiça. Em Brasília, às 17h.

Pedro Ladeira/Folhapress - 12.nov.2013

Skaf em Sorocaba – Paulo Skaf, candidato do PMDB a governador de SP, visita o Hospital Regional de Sorocaba.

Padilha em Santos – Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de SP, faz campanha em Santos.

Processo contra Vargas – deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ) deve apresentar na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara parecer sobre recurso do deputado André Vargas (sem partido-PR) que questiona a condução do processo contra ele no Conselho de Ética.

Terceirização – FecomercioSP realiza seminário para discutir as ações sobre terceirização do trabalho que aguardam julgamento no Supremo Tribunal Federal. Carlos Velloso, ex-ministro da Corte, participa.

Inflação – FGV divulga o IPC-S referente ao mês de agosto.

 

3ª feira (2.set.2014)
Marina em SP – Marina Silva, candidata do PSB a presidente da República, concede entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”.

Aécio no Senado – Aécio Neves, candidato do PSDB a presidente da República, participa de esforço concentrado no Senado.

Luciana em Santos – Luciana Genro, candidata do PSOL a presidente da República, é sabatinada pelo portal G1, em São Paulo. À noite, recebe plataforma sindical em Santos.

Pesquisas – Ibope divulga pesquisa sobre as eleições em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Skaf em Campinas – Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo de SP, faz campanha e concede entrevista em Campinas.

Padilha em Santos – Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de SP, faz campanha em Taubaté e São José dos Campos.

Deputados e senadores em Brasília – Congresso realiza o último esforço concentrado de votações antes da eleição. Na pauta da Câmara, o projeto de lei que barra a Política Nacional de Participação Social, entre outros. No Senado, aposentadoria especial para servidores públicos com deficiência, adicional de tempo de serviços para juízes e membros do Ministério Público e percentual de mistura do biodiesel e etanol ao diesel e à gasolina.

Homenagem a Campos – Câmara dos Deputados realiza sessão solene em homenagem a Eduardo Campos e ao ex-deputado Pedro Valadares, mortos no acidente aéreo em Santos em 13 de agosto. Às 15h.

CPI do Metrô – CPI mista que investiga as acusações de formação de cartel e corrupção nas obras e manutenção de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal escolhe seu presidente e o relator.

Taxa Selic – Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne para definir a nova taxa básica de juros, a Selic, hoje em 11% ao ano. A reunião termina na 4ª feira (3.set.2014).

Contas eleitorais – campanhas entregam segunda prestação de contas parcial à Justiça Eleitoral, com doações e despesas. O PSB deve incluir na sua prestação o uso do jatinho que era usado por Eduardo Campos e caiu em Santos (SP).

Petrobras – CPI Mista da Petrobras vota pedidos de cópias das auditorias do Tribunal de Contas de União sobre a compra da refinaria de Pasadena e de averiguação sobre imóveis de Graça Foster, presidente da estatal, e Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da empresa.

Avaliação de universidades – “Folha” realiza seminário sobre a metodologia do RUF (Ranking Universitário Folha), que avalia a qualidade das 192 universidades brasileiras. Às 9h30, no auditório da “Folha”.

Ensino público – Lide (Grupo de Líderes Empresariais) e Instituto Ayrton Senna promove o 1º Fórum Nacional de Educação, que debaterá os impactos da falta de um ensino de qualidade no País.

Inflação – FGV divulga o IPC-S Capitais do mês de agosto.

Indústria – IBGE divulga resultado da produção física do mês de agosto.

 

4ª feira (3.set.2014)
Pesquisas – Ibope divulga pesquisa sobre as eleições presidenciais. Datafolha também pode divulgar, a partir desta data, pesquisas sobre as eleições presidenciais e as disputas estaduais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Ceará.

Aécio em SP – Aécio Neves, candidato do PSDB a presidente da República, faz campanha na capital paulista.

Luciana e crianças – Luciana Genro, candidata do PSOL a presidente da República, assina o termo “Presidente Amigo da Criança” da Abrinq, em SP.

Taxa Selic – Comitê de Política Monetária do Banco Central anuncia no final do dia a nova taxa básica de juros, a Selic, no momento em 11% ao ano. A expectativa do mercado é a manutenção da taxa no mesmo patamar.

Skaf em São José dos Campos – Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo de SP, faz campanha e concede entrevista em São José dos Campos.

Padilha em Campinas – Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de SP, faz campanha em Campinas e Jundiaí.

Lula na Bahia – ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de ato de campanha com Rui Costa, candidato do PT ao governo da Bahia, em Salvador.

Operação padrão nas fronteiras – servidores da Receita Federal, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal fazem operação padrão em postos de fronteira. Eles pressionam para que o governo pague um benefício chamado indenização de fronteira.

Processo contra Argôlo – Conselho de Ética da Câmara colhe depoimento de Meire Poze e do deputado Luiz Argôlo (SDD-BA) em processo contra ele no colegiado.

Ensino técnico – Senai promove a 8ª Olimpíada do Conhecimento, competição entre estudantes do ensino técnico. Até sábado (6.set.2014), em Belo Horizonte.

 

5ª feira (4.set.2014)
Marina Silva no Rio Grande do Sul – Marina Silva, candidata do PSB a presidente da República, concede entrevista à RBS em Porto Alegre e visita feira agropecuária em Esteio (RS).

Aécio em Minas – Aécio Neves, candidato do PSDB a presidente da República, faz campanha em Belo Horizonte e Uberlândia.

Luciana em Brasília – Luciana Genro, candidata do PSOL a presidente da República, participa do 5° Congresso da Auditar, entidade representativa dos auditores do Tribunal de Contas da União.

Lula no Nordeste – ex-presidente Lula faz campanha em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). À noite, participa de ato político em Recife com Armando Monteiro, candidato do PTB ao governo do Estado. A presidente Dilma Rousseff também pode ir ao evento.

Skaf em Santos – Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo de SP, faz campanha e concede entrevista em Santos.

Padilha em Sorocaba – Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de SP, faz campanha em Sorocaba.

Banco do Brasil – Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil realiza o seminário “Repensando estrategicamente o Banco do Brasil”. Em Brasília.

Inquérito contra Jayme Campos – plenário do STF analisa inquérito contra o senador Jayme Campos (DEM-MT).

Ditadura – Secretaria de Direitos Humanos da Presidência retoma identificação de ossadas de vítimas da ditadura militar em Perus, na capital paulista.

Áustria e a corrupção – Wolfgang Brandstetter, ministro da Justiça da Áustria, apresenta a palestra “A luta contra a corrupção – desafios no plano doméstico e internacional”, na Faculdade de Direito da USP. Às 18h30.

Cesta básica – Dieese divulga resultado da pesquisa nacional da cesta básica.

 

6ª feira (5.set.2014)
Aécio no Sul – Aécio Neves, candidato do PSDB a presidente da República, faz campanha em Porto Alegre e Cascavel (PR).

Luciana em Goiás – Luciana Genro, candidata do PSOL a presidente da República, faz campanha em Goiânia.

Padilha em Mogi das Cruzes – Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de SP, faz campanha em Mogi das Cruzes e Poa.

Inflação – IBGE divulga o IPCA, índice oficial de inflação, referente ao mês de agosto. A FGV também divulga o IGP-DI de agosto, que norteia o reajuste dos alugueis.

Custo de vida – Dieese divulga resultado de pesquisa sobre o custo de vida na cidade de São Paulo.

Brasil versus Colômbia – seleção brasileira de futebol joga amistoso contra a seleção colombiana nos EUA.

 

Sábado (6.set.2014)
Contas das campanhas – Tribunal Superior Eleitoral divulga a segunda prestação de contas parcial dos candidatos e comitês nestas eleições.

Padilha em SP – Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de SP, participa de plenária com mulheres no centro de SP. O ato pode ter a presença da presidente Dilma Rousseff.

 

Domingo (7.set.2014)
Independência – Feriado da Independência, com paradas militares em Brasília e algumas capitais.

 

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Andrea Neves vai se concentrar em Minas Gerais
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Fernando Rodrigues

Irmã de Aécio Neves quer garantir, pelo menos, que o PSDB mantenha o governo mineiro

Andrea Neves, irmã do candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves, vai se concentrar a partir de agora na campanha tucana pelo governo de Minas Gerais.

Ficou claro com a divulgação da pesquisa Datafolha em 20.ago.2014 que as chances de Aécio se sair vitorioso são cada vez menores. Por essa razão, os Neves decidiram que precisam garantir, pelo menos, o comando do Estado de Minas Gerais.

O candidato de Aécio em Minas Gerais é Pimenta da Veiga, que patina nas pesquisas de opinião. No momento, quem lidera as pesquisas para governador em solo mineiro é Fernando Pimentel (PT).

Andrea Neves é tida como a mais operacional de toda a família Neves. Com o irmão naufragando no plano nacional, quer garantir que o ramo mineiro do PSDB não entre em colapso em outubro.

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Zé Dirceu sobre Marina Silva: “Ela é o Lula de saias”
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Fernando Rodrigues

Ex-ministro cumpre pena em regime semiaberto em Brasília

Petista vê quadro sucessório decidido com Marina vencedora

Marina, Lula e Dirceu durante lançamento de plano contra o desmatamento da Amazônia, no Palácio do Planalto, em 15.mar.2014. Foto: Jamil Bittar/Reuters

Marina, Lula e Dirceu no Palácio do Planalto durante lançamento de plano contra o desmatamento da Amazônia, em 15.mar.2004. Foto: Jamil Bittar/Reuters

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que cumpre pena em regime semiaberto em Brasília, tem feito análises sobre o quadro eleitoral para os seus poucos interlocutores. Sua frase mais recorrente é esta: “Marina é o Lula de saias”.

Zé Dirceu diz enxergar o cenário muito consolidado, com Dilma e Marina no segundo turno. Depois, vê uma vitória certa para a candidata do PSB, que teria a força semelhante à de Lula em 2002, quando a origem humilde do petista se juntou ao desejo de mudança da maioria dos eleitores. Daí a expressão “Lula de saias”.

Para Zé Dirceu, a culpa pela iminente derrota do PT é quase exclusivamente de Dilma. A presidente teria tomado decisões erradas ao não construir pontes com a sociedade ao longo dos últimos anos. Também não teria chamado o ex-presidente Lula para ajudá-la, sobretudo agora. Por essa razão, Dilma apenas estaria colhendo o que plantou.

Não é segredo que Zé Dirceu nutre uma mágoa imensa pela forma como Dilma o tratou nos últimos anos, com um distanciamento duro e protocolar. Não está comemorando o fracasso da presidente porque não desejava o PT fora do poder central. Mas tampouco está triste por antever a derrota dilmista em outubro.

Marina e Dirceu no Palácio do Planalto em apresentação de plano de combate ao desmatamento em 7.abr.2004. Foto: Sérgio Lima/Folhapress

Marina e Dirceu no Palácio do Planalto em apresentação de plano de combate ao desmatamento, em 7.abr.2004. Foto: Sérgio Lima/Folhapress

P.S.: apesar de insistentes negativas por parte de amigos de José Dirceu a respeito deste post, o Blog mantém todas as informações aqui relatadas. Há outras, de caráter mais pessoal, que não serão publicadas.

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Antes de disputar o Planalto, Aécio nunca aceitou ir a debates eleitorais
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Fernando Rodrigues

Tucano rejeitou regras em 2002 e 2006, quando ganhou governo de Minas no 1º turno; em 2010, ao concorrer ao Senado, também não quis debater

Miguel Schincariol - 26.jul.2014

Quando as coisas não vão bem, começam a aparecer o que podem ser os possíveis defeitos de um político em campanha. Nesta semana, passou a ser mencionado em Brasília um fato pouco notado sobre o candidato a presidente pelo PSDB, o senador Aécio Neves (MG): aos 54 anos de idade, ele nunca havia participado de debates eleitorais para cargos majoritários até esta 3ª feira (26.ago.2014), quando a TV Bandeirantes promoveu o encontro entre postulantes à Presidência da República na disputa deste ano.

Em geral, no Brasil, candidatos que estão muito à frente nas pesquisas de intenção de voto tendem a rejeitar a participação em debates eleitorais. Argumentam que as regras são impróprias. Como a lei obriga as emissoras de TV a convidar muitos candidatos, quem está na frente apenas vira um saco de pancadas para os demais. Fernando Henrique Cardoso ganhou duas vezes o Palácio do Planalto (1994 e 1998) e foi a apenas um debate naquelas eleições (em agosto de 1994) —pois dizia que poderia participar se houvesse segundo turno, o que não ocorreu.

Em 2006, Luiz Inácio Lula da Silva também não quis participar de debates eleitorais no primeiro turno. Como a eleição foi ao segundo turno, o petista acabou participando desses encontros durante a fase final da campanha, vencida por ele.

Aécio Neves, por meio de sua assessoria, disse ter discordado das regras dos debates propostos em 2002 e 2006 nas disputas pelo governo de Minas Gerais. Tinha se comprometido a participar se houvesse segundo turno. Como ele venceu no primeiro turno, não teve de cumprir a promessa.

O tucano também não foi ao debate entre candidatos ao Senado em 2010. Como esse evento tampouco teve a presença de Itamar Franco (PPS) e de Fernando Pimentel (PT), o debate ficou esvaziado —Itamar e Aécio acabaram conquistando as duas vagas em disputa naquele ano.

P.S.: este post foi corrigido em 29.ago.2014 com a informação sobre a participação de FHC num único debate em agosto de 1994, quando ele ainda não era o franco favorito naquela disputa. Depois, não foi mais a esses eventos.

 

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FHC sobre Dilma: ela não terminou mestrado porque entende pouco de economia
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Fernando Rodrigues

Ex-presidente acusa petista de ter falado “mentira” no debate da Band, quando Dilma afirmou que o PSDB quebrou 3 vezes o Brasil

Sérgio Lima/Folhapress - 16.mai.2012

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta 4ª feira (27.ago.2014) que a presidente Dilma Rousseff não conseguiu terminar seu mestrado na Unicamp, na década de 70, pois ela “entende pouco de economia”.

O tucano rebateu afirmação feita por Dilma na 3ª feira (26.ago.2014), durante o debate da TV Bandeirantes, de que o PSDB “quebrou o país por 3 vezes” ao pedir empréstimos ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

“Agora vejo o motivo pelo qual a presidente Dilma Roussef (sic) não conseguiu obter grau de pós-graduação na Unicamp: ela entende pouco de economia. E mesmo de números”, escreveu Fernando Henrique em artigo publicado no site Observador Político.

FHC citou 3 momentos de sua passagem pelo governo federal para defender a renegociação da dívida brasileira e o uso de recursos do Fundo Monetário.

1) Em outubro de 1993, quando o tucano era ministro da Fazenda de Itamar Franco, FHC disse ter conduzido uma renegociação da dívida externa “pois o Brasil estava em moratória desde o final do governo Sarney”.

2) Afirmou ter feito um acordo de empréstimo com o FMI em 1998 pois o Brasil enfrentava as consequências da crise da Ásia, ocorrida no ano anterior, e dificuldades internas “graças a atos políticos irresponsáveis da oposição e à incompletude do ajuste fiscal”.

3) O último recurso ao FMI, no segundo semestre de 2002, teria sido necessário para enfrentar o “efeito Lula”, segundo FHC. “Os mercados financeiros mundiais e locais temiam que a pregação do PT fosse para valer”, escreveu. Segundo o tucano, ele acionou o Fundo Monetário “com anuência expressa de Lula e para permitir que seu governo reagisse em 2003”.

“É mentira, portanto, que o governo do PSDB tenha quebrado o Brasil três vezes. Por essas e outras, o governo Dilma Roussef (sic) perdeu credibilidade: em vez de informar, faz propaganda falsa'', escreveu Fernando Henrique.

O episódio é um exemplo da polarização desejada pela campanha de Marina Silva. Para o PSB, esse tipo de bate-boca entre Dilma e FHC fortalece, na opinião pública, a imagem da dicotomia PT-PSDB que Marina promete superar caso seja eleita.

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Marina ganha 3,5 vezes mais seguidores em redes sociais que Aécio em 36h
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Fernando Rodrigues

Pessebista também registrou mais interação no Facebook e no Twitter que Aécio e Dilma somados

Miguel Schincariol/AFP - 26.ago.2014

Marina Silva (PSB) foi quem mais ganhou seguidores nas redes sociais da 0h de 3ª feira (26.ago.2014) até as 12h desta 4ª feira (27.ago.2014) entre os candidatos a presidente da República, segundo levantamento da consultoria Bites.

O período compreende o debate realizado pela TV Bandeirantes, o primeiro deste ano entre os presidenciáveis.

Marina ganhou 52.748 novos seguidores, sendo 47.934 no Facebook e 4.814 no Twitter. No total, a ex-ministra contabiliza nessas páginas 1,3 milhão e 920 mil seguidores, respectivamente.

O crescimento de Marina nas redes sociais foi 3,5 vezes maior que o do tucano Aécio Neves no mesmo período. O mineiro expandiu em 14.799 seu número de seguidores, com 12.963 novos adeptos no Facebook e 1.836 no Twitter. Aécio tem 1,2 milhão de seguidores no Facebook e 72 mil no Twitter.

Dilma Rousseff foi a que menos cresceu nas redes nessas 36 horas. Ganhou 10.286 novos seguidores –7.296 no Facebook e 2.990 no Twitter.

Entre os 3 candidatos mais competitivos à Presidência, a petista tem a maior presença nesse universo somadas as 2 páginas. São 968 mil seguidores no Facebook e 2,7 milhões no Twitter.

Marina também ganhou no número de interações nas redes sociais –quando um leitor curte, compartilha ou comenta um determinado post. A pessebista contabilizou 540.127 interações no período, contra 170.568 de Aécio e 128.360 de Dilma.

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